Saúde Inglaterra defende combinar doses de vacinas diferentes caso falte

Inglaterra defende combinar doses de vacinas diferentes caso falte

Departamento de saúde pública diz que há estudos em andamento para uso misto; país tem vacina de Oxford e da Pfizer aprovadas

  • Saúde | Do R7

Resumindo a Notícia

  • A Inglaterra defende o uso misto de vacinas contra a covid-19 em caso de emergência.
  • O departamento de saúde pública afirma ter estudos em andamento sobre essa estratégia.
  • O país tem duas vacinas aprovadas para uso emergencial: da Pfizer e vacina de Oxford.
  • Órgão de saúde argumenta que é melhor combinar doses do que não dar nenhuma dose.
O Reino Unido começou a vacinação contra a covid-19 em 8 de dezembro

O Reino Unido começou a vacinação contra a covid-19 em 8 de dezembro

Owen Humphreys/POOl EFE/EPA - 08.12.2020

A PHE (Public Health England), departamento de saúde pública da Inglaterra, defendeu que se combine doses de diferentes vacinas aprovadas contra a covid-19 em um pequeno número de pessoas, em caso de emergência, conforme publicado no jornal britânico The Guardian.

O Reino Unido, do qual a Inglaterra faz parte, foi o primeiro a iniciar a vacinação contra a covid-19, em 8 de dezembro, conta com duas vacinas aprovadas - da Pfizer e vacina de Oxford -, e é berço da nova variante do coronavírus, considerada mais contagiosa. Mais de 50% dos novos casos são dessa mutação, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

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O órgão diz ser “razoável oferecer uma dose do imunizante disponível localmente para completar o esquema vacinal se a mesma vacina usada para a primeira dose não estiver disponível", mas acrescentou não haver evidências sobre a intercambiabilidade das vacinas contra a covid-19, embora existam estudos em andamento, ainda segundo a publicação. 

Mary Ramsey, chefe de imunizações da PHE, frisou que a combinação não era recomendada e só aconteceria em circunstâncias excepcionais. "Se a primeira dose for da vacina da Pfizer, você não deve receber a vacina de Oxford na segunda dose e vice-versa. Pode haver ocasiões extremamente raras em que a mesma vacina não esteja disponível ou que não se saiba qual vacina o paciente recebeu", de acordo com o The Guardian.

“Todos os esforços devem ser feitos para que se ofereça a mesma vacina, mas, quando isso não for possível, é melhor dar uma segunda dose de outra vacina do que não dar", completou.

Autoridades da agência de saúde sugeriram adiar a segunda dose da vacina da Pfizer, que tem previsão de ser aplicada três semanas após a primeira, além de antecipar a distribuição da primeira dose, conforme divulgado pelo jornal. “Não acho que seja uma questão de abastecimento, mas sim de tentar injetar o máximo de vacinas no maior número de pessoas possível”, afirmou Anthony Harnden, vice-presidente do Joint Committee on Vaccination and Immunization, um comitê consultivo de especialistas independentes que assessora os departamentos de saúde do Reino Unido sobre imunização, a um programa de rádio da BBC britânica. 

"Nosso conselho neste momento é que você use a mesma vacina em ambas as doses. No entanto, temos estudos em andamento sobre uma possível combinação de vacinas e, quando tivermos dados seguros, poderemos recomendar uma estratégia de dose mista", complementou. 

A orientação contradiz as diretrizes dos Estados Unidos, por exemplo. De acordo com os CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) do governo norte-americano, "as vacinas aprovadas contra a covid-19 não são intercambiáveis ​​e a segurança e eficácia de uso misto não foram avaliadas. As dose devem ser completadas com a mesma vacina", publicou o jornal.

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