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Justiça determina que SUS forneça remédio para tratar câncer raro

Milotano é indicado para pacientes com carcinoma adrenocortical

Saúde|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TRF2 determinou que o SUS forneça o medicamento Mitotano para pacientes com carcinoma adrenocortical, um câncer raro.
  • A decisão surgiu após um pedido do Ministério Público Federal, reconhecendo a urgência e o risco à vida dos pacientes.
  • Mitotano, que já foi vendido como Lisodren, é a principal opção terapêutica desde a década de 1960 para esta condição.
  • A União deve garantir o fornecimento contínuo do medicamento e apresentar um plano para evitar a interrupção do tratamento.

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Para o MPF, o mitotano é um fármaco indispensável no âmbito do SUS Fernando Frazão/Agência Brasil - Arquivo

O TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) determinou o fornecimento do medicamento Mitotano a pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) diagnosticados com carcinoma adrenocortical – câncer raro, agressivo e sem alternativa terapêutica eficaz.

O tribunal acolheu parcialmente a tutela provisória de urgência (liminar) pedida pelo Ministério Público Federal em recurso, após a negativa do pedido em primeira instância. A decisão reconhece a urgência da situação e o risco concreto à vida dos pacientes que estavam sem acesso ao medicamento.


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De acordo com o pedido do MPF. o Mitotano, que já foi comercializado no Brasil com o nome comercial Lisodren, é utilizado no tratamento do carcinoma adrenocortical desde a década de 1960 e é reconhecido como a primeira e mais eficaz opção terapêutica para a doença. O medicamento é indicado tanto para casos de tumores inoperáveis, metastáticos ou recorrentes quanto como terapia adjuvante, para reduzir o risco de recidiva após cirurgia.

Segundo o MPF, não há no mercado alternativa terapêutica com a mesma eficácia e segurança, o que torna o fornecimento contínuo do fármaco indispensável no âmbito do SUS.


Com a decisão liminar, a União deverá apresentar plano de ações e cronograma detalhado para garantir que todos os pacientes do SUS com indicação médica recebam o Mitotano de forma contínua, evitando a interrupção do tratamento.

Histórico

O MPF ressalta que a crise no fornecimento do Mitotano se agravou em março de 2022, quando a empresa detentora do registro no Brasil comunicou à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a descontinuação definitiva da fabricação e da importação do medicamento por motivos comerciais.


Desde então, hospitais de referência do SUS, como o Inca (Instituto Nacional de Câncer), passaram a enfrentar estoques zerados, obrigando pacientes a comprarem o remédio diretamente com recursos próprios ou a dependerem de empréstimos pontuais entre unidades de saúde.

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