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Lea Michele tem ovários policísticos. Pelos nos seios podem ser sintoma

Atriz de 33 anos da série norte-americana Glee revelou que sofria com acne e aumento de peso sem saber que também estavam associados à síndrome

Saúde|Deborah Giannini, do R7

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Lea Michele sofreu com acne sem saber a relação com ovários policísticos
Lea Michele sofreu com acne sem saber a relação com ovários policísticos

A atriz Lea Michele, 33, da sérienorte-americana Glee, revelou ter síndrome de ovários policísticos a uma revista norte-americana especializada em boa forma.

Ela afirmou que, antes de receber o diagnóstico em torno dos 20 anos, "se encheu" de medicamentos - tomou Accutane três vezes, conhecido pelos severos efeitos colaterais - para lidar com a acne. Ela não sabia que a acne estava relacionada ao problema. 


Como é uma síndrome, engloba um conjunto de sintomas, sendo a acne um deles, segundo o ginecologista e obstetra Geraldo Caldeira, membro da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia). 

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"Há uma anovulação, ou seja, dificuldade de ovular espontaneamente, o que leva a ciclos menstruais irregulares. Isso acarreta um aumento de hormônio masculino circulando no organismo, o que é chamado de hiperandrogenismo, gerando maior quantidade de pelo, por exemplo, no mamilo, na barriga e no rosto, acne e e cabelo e pele oleosos", explica.

Outra característica da síndrome é o aumento da resistência à insulina, o que leva à tendência a diabetes, diabetes gestacional e obesidade. "As mulheres com ovários policísticos produzem a insulina em quantidade normal, mas a insulina não age adequadamente", afirma. 


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A atriz contou que, quando decidiu "se desintoxicar" dos remédios, voltou a ter "pele ruim" e ainda começou a ganhar peso. Até que ela encontrou uma "ótima médica" que, ao ouvir os sintomas, foi taxativa: você tem síndrome dos ovários policísticos. "Isso explicava tudo", afirmou.


Segundo o médico, exames de dosagem hormonal e ultrassom dos ovários são capazes de evidenciar claramente o problema. "O cisto no ovário é diferente do ovário policístico. No primeiro caso, um folículo cresce demasiadamente chegando a 5 cm ou mais e não se rompe. No segundo, são um monte de microcistos pequenos, de cerca de 10 mm cada, que não amadurecem", explica.

Entre as principais causas do ovário policístico estão histórico familiar de diabetes e obesidade infantil, segundo Caldeira. 

Na síndrome dos ovários policísticos a relação entre os hormônios LH e FSH é alterada, geralmente de três para um. O FSH (folículo-estimulante) é produzido pela hipófese e sua função é fazer o folículo, que é o precursor do óvulo, crescer. Quando o folículo amadurece, a hipófise libera um pico de LH, que promove a ruptura folicular, ou seja, a ovulação.

"Esse excesso de LH impede que o folículo cresça até o tamanho adequado, que é em torno de 19 mm, não chegando ao estágio de maturação para que haja a ovulação. É esse LH muito alto que leva à anovulação", explica.

Vale ressaltar que o cisto nada tem ver com mioma. O médico explica que mioma é um tumor benigno do útero e, também destaca que, não existe relação entre ovário policístico e tumor de ovário. "A maior parte dos cistos são os chamados cistos funcionais, de ovulação, que são ou pré-ovulatório ou pós-ovulatório, também denominado corpo lúteo. Eles desaparecem sozinhos", diz.

No caso do ovário policístico, os cistos não são retirados. O tratamento visa combater os sintomas e não a causa, de acordo com o ginecologista. "Quando a paciente não quer engravidar, só quer ficar com a pele bonita e regularizar o ciclo, o tratamento se dá pelo uso da pílula anticoncepcional".

Esse medicamento vai diminuir os microcistos e os hormônios masculinos e melhorar a acne e a pele oleosa. "O problema é que, quando ela parar de tomar a pílula, podem voltar os microcistos e os sintomas indesejados".

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Já quando a paciente quiser engravidar, devido à dificuldade da ovulação espontânea, Calderia explica que será preciso tomar remédio para estimular a ovulação e determinar o dia certo para ter relação sexual.

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