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Mais propensas a ter depressão, mulheres enfrentam ‘gargalo’ nas ações públicas de saúde mental

Presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia explica por que transtornos psiquiátricos atingem a sociedade de forma desigual

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A saúde mental das mulheres é impactada por sobrecarga de trabalho, desigualdade salarial e violência.
  • Mulheres são quase duas vezes mais propensas a sofrer de depressão em comparação aos homens, devido a fatores psicossociais e neurobiológicos.
  • O acesso a cuidados de saúde mental é limitado, com barreiras geográficas e falta de profissionais capacitados.
  • É necessário implementar políticas públicas focadas nas necessidades femininas e promover a educação para melhorar a saúde mental das mulheres.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A saúde mental feminina é afetada por questões como sobrecarga de trabalho doméstico e profissional, desigualdade salarial e violência. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), as mulheres são quase duas vezes mais propensas a sofrer de depressão do que os homens.

Em entrevista ao Alerta Brasil, Katie Almondes, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e presidente da Sociedade Brasileira de Psicologia, explica que essa diferença se deve a uma combinação de fatores psicossociais e neurobiológicos. Ela destaca que, além dos desafios diários enfrentados pelas mulheres, há também componentes hormonais que contribuem para o aumento dos índices de ansiedade.


A imagem mostra duas mulheres trabalhando. Ambas vestem camisas escuras com um pequeno emblema da bandeira do Brasil em uma das mangas. Uma das pessoas segura uma folha de papel, enquanto a outra observa objetos sobre uma bancada. O local tem iluminação artificial e diversos itens organizados nas prateleiras ao fundo.
Além de tripla jornada, mulheres ainda enfrentam o mercado de trabalho com oportunidades muitas vezes injustas Reprodução/Record News

“A tripla jornada para essas mulheres que encaram o mercado de trabalho, as oportunidades muitas vezes injustas, por exemplo, de gestão de carreira, e incluindo aí também, como eu mencionava, as desigualdades salariais e ainda ter o papel de cuidadora no seu lar, de cuidar da família, cuidar dos filhos, muitas vezes cuidar desse marido, muitas vezes também ter carreira solo nesse cuidado dos filhos, tudo isso vai contribuir para a alteração da sua saúde mental”, explica.

Embora haja um aumento do reconhecimento desses problemas na sociedade, ainda existem barreiras no acesso aos cuidados adequados em saúde mental para muitas mulheres. Atualmente, o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece opções limitadas para atendimento psicológico gratuito. Katie ainda comenta que essas iniciativas não estão disponíveis em todas as regiões do Brasil.


É um gargalo. A depender da localização geográfica, de fato a gente vai ter uma inexistência não somente de serviços que acolham essa mulher, de serviços de saúde mental, de uma rede de atenção psicossocial estruturada, como também a gente vai ter uma ausência de profissionais capacitados para acolher essa mulher. Não somente a mulher, mas a população de uma forma geral”, comenta.

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Pensando em melhorar esse cenário, a presidente diz que é necessário promover políticas públicas eficazes voltadas especificamente às necessidades femininas. Além disso, Katie também argumenta que a educação pode ser uma das fontes para diminuir esse índice.


“O conhecimento é a chave de tudo, é a chave da mudança. [...] Não basta só a gente discutir no Janeiro Branco, no Setembro Amarelo, no Dia Internacional da Mulher, no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência. A gente precisa pautar isso diariamente”.

Para ela, quando a mulher conhece os seus limites, ela também possui conhecimento sobre sua saúde mental e consegue equilibrar melhor as dimensões da vida.

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