Saúde Manchas devem preocupar? Entenda os sinais do câncer de pele

Manchas devem preocupar? Entenda os sinais do câncer de pele

O câncer de pele é o mais comum entre a população brasileira, segundo dados do Inca; especialista explica como é feito o diagnóstico e quais as chances de cura para essa doença

  • Saúde | Do R7

O câncer de pele costuma afetar principalmente pessoas de pele branca

O câncer de pele costuma afetar principalmente pessoas de pele branca

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O aparecimento de uma mancha na pele ou mesmo de uma ferida que não cicatriza pode ser sinal de câncer. As lesões cancerígenas também podem se assemelhar a pintas e passar despercebidas. Então, quando essas manchas devem preocupar?

A dermatologista Meire Gonzaga, membro da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia), explica que as manchas cancerígenas apresentam alguns padrões que podem ser observados no dia a dia.

No geral, essas lesões costumam ser assimétricas, ter bordas irregulares, apresentar mais de uma cor e tendem a aumentar de tamanho. No caso das pintas, elas têm aspecto escurecido.

“Outro sinal de atenção são aquelas crostas que aparecem na pele, que podem ser um pré-câncer ou já um câncer de pele que deve ser examinado pelo especialista. Então, se tem uma manchinha que apareceu, uma feridinha ou uma lesão que não cicatriza, é importante procurar um dermatologista”, destaca Meire.

Segundo a definição da SBD, esse tipo de câncer é causado pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele, e pode ser dividido em: carcinoma basocelular, que é o mais comum; carcinoma espinocelular, o segundo mais frequente; e melanoma, tipo menos frequente e mais letal.

De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), o melanoma é mais comum em pessoas adultas de pele branca; naquelas de pele negra, esse tipo de tumor pode afetar áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés. 

Dados do instituto também indicam que o câncer de pele é o tipo mais comum entre a população brasileira, representando cerca de 30% dos diagnósticos que envolvem tumores malignos.

Apesar da alta incidência, a dermatologista Meire Gonzaga ressalta que o câncer de pele costuma ser menos letal se comparado aos outros tipos da doença. Ainda assim, o diagnóstico precoce é importante para aumentar as chances de cura e reduzir a possibilidade de as células cancerígenas se espalharem para outros órgãos.

Diagnóstico e tratamento

Quando há suspeita de um câncer de pele, o exame de dermatoscopia — realizado por meio de um aparelho que amplia a lesão — pode ser realizado, conforme explica a dermatologista.

“Existem algumas características que podem apontar para um câncer de pele ou afastar a suspeita. Se a lesão continua persistindo nessas características de suspeita, é importante que se faça uma biópsia da lesão para confirmar a presença ou não do câncer de pele”, explica Meire.

Após a confirmação do diagnóstico, o tratamento vai depender do tipo e do estágio no qual o câncer de pele foi detectado. Segundo a especialista, na maioria dos casos a extração da lesão pode resolver o quadro.

“Normalmente o tratamento mais eficiente é a remoção da lesão. Se essa lesão já está em um nível mais avançado, às vezes é necessário tratamento com radioterapia, quimioterapia ou ainda imunoterapia. Então depende muito do tipo de câncer e em que estágio ele foi descoberto”, afirma Meire.

Para prevenir o câncer de pele, é importante manter o uso diário de protetor solar, mesmo dentro de locais onde não há contato direto com o sol; proteger a pele da exposição excessiva à luminosidade, usando chapéus e bonés, por exemplo; além de observar possíveis manchas que podem indicar uma lesão cancerígena.

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