Saúde Ministério lança ação para redução de cesáreas e de doenças raras

Ministério lança ação para redução de cesáreas e de doenças raras

Em homenagem ao Dia da Mulher nesta quinta-feira (8), governo divulga que irá fazer monitoramento online para evitar cesarianas desnecessárias 

Ministério lança ação para diminuição de cesáreas e doenças raras

Ministro da Saúde, Ricardo Barros, em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (7)

Ministro da Saúde, Ricardo Barros, em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (7)

Divulgação/Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (7) ações relacionadas à saúde da mulher em entrevista à imprensa em virtude do Dia Internacional da Mulher, comemorado na quinta-feira (8).

As mulheres são as maiores usuárias do SUS (Sistema Único de Saúde). No ano passado, 619 milhões de mulheres receberam algum atendimento pela rede pública, segundo dados do governo.

Com o objetivo de “financiar a saúde e não a doença”, como enfatizou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, foram anunciadas algumas medidas para o planejamento familiar.

Uma delas é o serviço de aconselhamento genético para casais com risco de gerar filhos com doenças raras hereditárias. De acordo com o governo, R$ 965,3 milhões do orçamento foram gastos no ano passado para atender somente 1.334 pacientes com doenças raras.

O fornecimento de alguns medicamentos de alto custo para doenças raras pelo Ministério da Saúde está em atraso. Segundo Ricardo Barros, isso se deve a um “imbróglio jurídico”.

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“As empresas que venceram o edital para vender os remédios não têm o direito de importá-los, porque não detêm o registro. Só o detentor dos registros pode importar os medicamentos. Esse detentor disse que faz o preço mais barato, mas já havia sido realizado o edital”, afirmou.

“Não concordamos com essa manutenção do monopólio. Vai ter desabastecimento dos remédios se não conseguirmos isso”, completou.

Parto normal x cesárea

Outra ação do governo anunciada, com enfoque nas mulheres, foi o projeto “Parto Cuidadoso”, que pretende “investir na capacitação de enfermeiras obstétricas e obstetrizes para atenção ao parto normal”. O objetivo é diminuir o índice de cesarianas no Brasil.

No entanto, segundo dados do próprio governo, no serviço público, o número de partos normais (58%) já supera o de cesarianas (41,9%).

O Ministério da Saúde ainda criou um sistema de monitoramento online para acompanhar a quantidade de partos cesáreas nos serviços do SUS. De acordo com o governo, a medida tem o intuito reduzir a realização do procedimento quando desnecessário.

As gestantes poderão acompanhar o monitoramento pelo site da Secretaria de Vigilância em Saúde a partir do dia 19.

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Presente na entrevista, a secretária nacional de Políticas para as Mulheres, Fátima Pelaes, ressaltou que a mulher também tem o direito de “sair da maternidade já com o DIU”. “Porque quando ela retorna, já volta ao hospital com outra gravidez”.

Desde dezembro do ano passado, o DIU de cobre está disponível em maternidades e hospitais públicos do país, além das unidades básicas de saúde. O método contraceptivo é também oferecido após o parto e em casos de abortamento.

Até 2019, 852 serviços e 4.625 profissionais serão qualificados para implantação do DIU de cobre em todo o país, segundo o Ministério da Saúde.

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