Saúde Morte de estudante na USP: droga pandora pode provocar delírios, convulsão e até levar à morte

Morte de estudante na USP: droga pandora pode provocar delírios, convulsão e até levar à morte

Especialista afirma que droga vem sendo vendida como alternativa ao LSD

Morte de estudante na USP: droga pandora provoca delírios, convulsão e pode levar à morte

Victor Hugo Santos morreu afogado após sofrer overdose da nova droga

Victor Hugo Santos morreu afogado após sofrer overdose da nova droga

Reprodução

O estudante Victor Hugo Santos, de 20 anos, encontrado morto na raia olímpica da USP (Universidade de São Paulo) no mês passado, teve uma overdose de uma droga nova no mercado ― chamada 25I-nBOMe, popularmente conhecida como pandora ― e morreu afogado, segundo laudo do IC (Instituto de Criminalística). De acordo com o professor de psiquiatria da Unicamp Luís Fernando Tófoli, a droga, que é alucinógena,causa alterações visuais, de cores e de percepção do mundo e pode causar aumento da pressão arterial e dos batimentos cardíacos.

Segundo o especialista, a droga afeta o sistema neurotransmissor de serotonina no cérebro, provocando estímulos semelhantes ao do LSD. Ela é consumida por via nasal ou sublingual, mas no Brasil só se tem notícia de uso sublingual.

― Os efeitos indesejados incluem o aumento da pressão e dos batimentos cardíacos, mas também podem provocar delírios e convulsões. Em casos mais graves, seu consumo pode até levar à morte.

Droga devastadora transforma viciados em ‘mortos-vivos’

Segundo o professor de psiquiatria da Unicamp, a substância foi descoberta na Alemanha em 2003.

― Esta nova droga tem sido vendida inadvertidamente no lugar do LSD, apesar de mais perigosa, por ser mais barata. Esse é um dos perigos da atual proibição dos alucinógenos: as pessoas são incapazes de saber o que estão consumindo e vão entrando no mercado novas substâncias com riscos pouco conhecidos.

Nova droga “come a carne” e deforma corpo de viciados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária incluiu a 25I-nBOMe na lista de substâncias proibidas depois de várias apreensões. Em novembro do ano passado, um dentista e um outro jovem foram presos por suspeita de traficar ecstasy e LSD na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo.

Em vez de ecstasy e LSD, os comprimidos eram da nova substância que, na época, ainda não era considerada ilícita. Por isso, os dois suspeitos foram soltos. No mundo, pelo menos 20 pessoas morreram depois de consumir essa droga.

Assista ao vídeo:

*Colaborou: Luiz Guilherme Sanfins, estagiário do R7