‘Não é para qualquer pessoa usar’, diz médico sobre as canetas emagrecedoras
Agência reguladora do Reino Unido destaca raros casos de pancreatite associada ao uso frequente do produto
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Um estudo da agência reguladora de medicamentos do Reino Unido revelou que o uso frequente de canetas emagrecedoras pode estar associado a casos raros de pancreatite aguda. Entre 2007 e outubro de 2025, quase 1300 notificações dessa condição foram registradas no país. Os dados incluem 19 mortes e 24 ocorrências graves conhecidas como pancreatite necrosante.
O médico Alexandre Hohl, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, comentou a situação durante entrevista ao Jornal da Record News desta segunda-feira (2). Ele destacou que os riscos associados às substâncias presentes nesses medicamentos já eram conhecidos desde sua introdução no Brasil com produtos como exenatida e liraglutida.

Segundo ele, esses episódios são extremamente raros considerando o número de usuários do produto. “Todo médico sempre precisou explicar para os pacientes possíveis riscos associados à pancreatite, que são episódios extremamente raros. [...] Então não é uma preocupação nova, é apenas um alerta a mais que a agência regulatória britânica está fazendo”, explicou.
Hohl também alertou para os perigos da popularização das canetas emagrecedoras sem controle adequado. Medicamentos importados ou manipulados podem não seguir padrões exigidos por órgãos reguladores como a Anvisa (Agência Nacional De Vigilância Sanitária) no Brasil.
“Se nós formos para esse universo paralelo do uso equivocado, aí sim o risco pode ser realmente significativo. Para pessoas que fazem um acompanhamento médico adequado, o risco é extremamente baixo. Essa outra população não sabemos”, comentou.
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Ainda de acordo com o médico, esses medicamentos são indicados principalmente para pessoas com diabetes tipo 2 ou obesidade diagnosticada através do índice IMC acima dos limites estabelecidos (27 kg/m² com comorbidades ou acima de 30). “Existe uma indicação muito clara. A partir do momento que tem uma indicação, o benefício é maior do que o risco. Uma população que não tem indicação, vamos dizer uma pessoa que tenha, sei lá, 50 kg e queira pesar 45 kg. Não é para usar esse remédio. O risco vai ser muito maior do que o benefício”, argumentou.
Apesar da ampliação para tratamento de outras doenças, Hohl ainda enfatizou que o uso inadequado pode ser um problema. “Não é para qualquer pessoa usar, mas é para ser uma estratégia farmacológica utilizada por um médico, por uma médica, que vai fazer o acompanhamento de pessoas que têm uma, duas ou três doenças ao mesmo tempo”, finalizou.
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