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Neurologista prega cautela sobre a polilaminina: ‘Não coloque sua vida em risco’

Estudos trazem esperança, mas protocolos da ciência exigem mais etapas a serem cumpridas

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O neurologista Renato Anghinah alerta sobre o uso da polilaminina, um medicamento em fase de testes para tratamento de lesões na medula.
  • A substância ainda não foi autorizada para uso rotineiro e seu acesso é restrito a estudos clínicos ou decisões judiciais.
  • A Anvisa iniciou um estudo de fase 1 para verificar a segurança da polilaminina em pacientes com lesão aguda na medula torácica.
  • Anghinah enfatiza a importância de seguir os rigorosos protocolos científicos antes de considerar o uso da medicação.

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Pessoas com lesões de medula têm recebido como tratamento uma substância ainda em fase de testes conhecida como polilaminina. O medicamento ainda não foi autorizado para o uso rotineiro, e atualmente seu acesso se dá apenas em casos de inclusão ao estudo clínico autorizado ou mediante decisões judiciais. Em janeiro, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou um estudo de fase 1 para testar a segurança desse medicamento nos pacientes com uma lesão aguda na medula torácica.

Em conversa com o News das 19 Horas desta quarta-feira (24), o neurologista Renato Anghinah explica que apesar dos pesquisadores e profissionais da saúde torcerem para que o medicamento seja um “divisor de águas” no tratamento de lesões medulares, é preciso identificar todas as preocupações que cercam a substância, antes de utilizá-la mediante ao que se lê na “imprensa leiga”.


“Sabemos que pessoas com lesão medular aguda podem ter uma melhora espontânea, ainda mais nesses grupos que foram, primeiramente, avaliados com o uso da polilaminina e também receberam fisioterapia. Essas pessoas que recebem a fisioterapia podem ter uma recuperação parcial, parecida com essa que aparece na imprensa [...] mas o segundo cuidado é que a ciência precisa ser respeitada do ponto de vista das etapas, das evidências que ela cria, onde passam por um protocolo que é bastante rigoroso e importante”, argumenta o especialista.

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Sobre tais etapas, o neurologista esclarece que o protocolo científico pede três fases de estudos. Na fase 1 é pesquisado se a substância testada, no caso a polilaminina, não pode causar um mal maior que o benefício. Já a fase 2 determina se a eficiência do medicamento realmente é verdadeira comparando a evolução de pessoas que o receberam com a de pessoas que fizeram apenas fisioterapia. “Só quando estivermos em estudos de nível 3 é quando teremos segurança para o uso”, enfatiza Anghinah.


O médico ainda faz um alerta importante: “Cuidado, não coloque sua vida em risco, mesmo que a esperança seja grande em relação a essa medicação”.

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