Nipah e Covid: saiba o que há em comum entre os dois vírus
Novo surto da doença já colocou cem pessoas em quarentena na Índia; cinco casos foram confirmados
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Cerca de cem pessoas foram colocadas em quarentena após um novo surto do vírus Nipah na Índia. Até o momento, cinco infecções foram confirmadas entre profissionais da saúde de um mesmo hospital — uma enfermeira está em coma. O Ministério da Saúde indiano emitiu um alerta e orientou estados a intensificarem a vigilância.
Apesar de ser um vírus registrado desde o final dos anos 1990, a infectologista Sarah Dominique explica: “A gente não sabe se pessoas acometidas pelo mesmo quadro não tiveram oportunidade de diagnosticar porque simplesmente não se investigava o vírus Nipah”.
Com forte evolução em casos graves, o patógeno apresenta alguns sintomas similares aos de uma gripe, como febre, problemas respiratórios e até casos de encefalite, que podem causar convulsões e perda da consciência.

“Eles [os vírus] têm essa potencialidade de acometer vários órgãos, o vírus Nipah ele pode causar tanto doença respiratória como pneumonia, febre, mal-estar, dor nas articulações, se assemelhando também a uma dengue, uma arbovirose, mas ele ganha um cenário de destaque porque na maioria dos casos ele causa um quadro de encefalite, que é o adoecimento à infecção no cérebro do ser humano e a mortalidade pode chegar até 70 a 75%”, ilustra.
Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (27), a infectologista destaca que países que não possuem o registro da doença, como o Brasil, devem se preparar para saber identificar os sintomas do Nipah, principalmente em viajantes que estavam na Ásia.
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Já para pessoas que visitem locais como o estado de Bengala Ocidental, na Índia, Sarah faz recomendações que já eram conhecidas na época da Covid-19, como o uso de máscara em ambientes de aglomeração, álcool em gel e quarentena em caso de contato com alguém em caso suspeito.
“As ações são bem semelhantes à Covid, a transmissão por gotícula, a fala, a secreção do nariz, a secreção da boca, além de outros fluidos, a gente consegue evitar utilizando máscara e mantendo um distanciamento das pessoas e lavar sempre as mãos, principalmente em áreas de toque”, orienta.
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