Saúde Nova subvariante da Ômicron XBB.1.5 é a mais transmissível detectada até agora, diz OMS

Nova subvariante da Ômicron XBB.1.5 é a mais transmissível detectada até agora, diz OMS

Cepa do coronavírus causador da Covid teve rápida disseminação e provoca aumento de casos na Europa e nos Estados Unidos

Reuters
Resumindo a Notícia
  • Nova subvariante da Ômicron XBB.1.5 está se espalhando na Europa e nos EUA

  • Epidemiologista sênior da OMS disse que a subvariante é a mais transmissível até agora

  • XBB foi detectada pela primeira vez em outubro de 2022

  • OMS disse que ainda não possui dados da gravidade da subvariante

Subvariante Ômicron XBB.1.5 se espalha rapidamente por conta de mutações

Subvariante Ômicron XBB.1.5 se espalha rapidamente por conta de mutações

Kobby Mendez/ Unplash

A subvariante da Ômicron XBB.1.5 está causando preocupação entre os cientistas por sua rápida disseminação na Europa e nos Estados Unidos em dezembro.

Aqui está o que se sabe até agora dela:

O que é a subvariante XBB.1.5 e como ela se comporta?

A epidemiologista sênior da OMS (Organização Mundial da Saúde) Maria Van Kerkhove disse que o XBB.1.5 é a subvariante Ômicron mais transmissível que foi detectada até agora. Ela se espalha rapidamente por causa das mutações que contém, que permitem que o vírus se junte às células e se replique facilmente.

"Nossa preocupação é quão transmissível é", disse Van Kerkhove em entrevista coletiva na quarta-feira (4).

Estima-se que a XBB e XBB.1.5 representem 44,1% dos casos de Covid-19 nos Estados Unidos na semana de 31 de dezembro, acima dos 25,9% da semana anterior, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA. Ela também foi detectada em outros 28 países, disse a OMS.

O XBB.1.5 é mais um descendente da Ômicron, a variante mais contagiosa do vírus causador da Covid, que agora é globalmente dominante. A XBB, detectada pela primeira vez em outubro de 2022, é um recombinante de duas subvariantes da Ômicron.

Quão perigosa é a XBB.1.5?

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A OMS disse que ainda não possui dados da gravidade nem um quadro clínico de seu impacto. A pasta afirma que não viu nenhuma indicação de que sua gravidade havia mudado, mas que o aumento da transmissibilidade é sempre uma preocupação.

"Esperamos novas ondas de infecção em todo o mundo, mas isso não precisa se traduzir em mais ondas de mortes, porque nossas contramedidas continuam funcionando", disse Van Kerkhove, ao se referir a vacinas e tratamentos.

Ela disse que a OMS não pode atribuir atualmente o aumento no número de hospitalizações no nordeste dos Estados Unidos à variante, uma vez que muitos outros vírus respiratórios também estão em circulação.

Os virologistas concordam que o surgimento da subvariante não significa que haja uma nova crise na pandemia. Novas variantes são esperadas à medida que o vírus continue a se espalhar.

É provável que o XBB.1.5 se dissemine globalmente, mas ainda não está claro se causará a própria onda de infecções em todo o mundo. As vacinas atuais continuam protegendo contra sintomas graves, hospitalização e morte, dizem os especialistas.

"Não há razão para pensar que a XBB.1.5 seja mais preocupante do que outras variantes que vêm e vão no cenário em constante mudança da Covid", disse o professor Andrew Pollard, diretor do Oxford Vaccine Group.

O que e quem está fazendo algo sobre isso?

O Grupo Consultivo Técnico sobre Evolução do Vírus da OMS está fazendo uma avaliação de risco da subvariante. Van Kerkhove disse, na quarta-feira (4), que espera publicar isso nos próximos dias.

A OMS afirmou que está monitorando de perto quaisquer possíveis mudanças na gravidade da subvariante com a ajuda de estudos de laboratório e dados do mundo real.

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