Saúde OMS: doenças bucais afetam quase metade da população mundial

OMS: doenças bucais afetam quase metade da população mundial

Casos de cárie dentária, gengivas inflamadas e até mesmo câncer aumentaram em 1 bilhão nos últimos 30 anos

AFP
  • Saúde | por AFP

Resumindo a Notícia
  • Doenças bucais aumentaram em 1 bilhão nos últimos 30 anos

  • Doenças bucais, dentes cariados, gengivas inflamadas ou câncer acometem a população

  • Para o diretor-geral da OMS, a saúde bucal tem sido negligenciada

  • Cárie dentária não tratada é a doença mais comum

Cerca de 45% da população mundial sofre com doenças bucais

Cerca de 45% da população mundial sofre com doenças bucais

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Quase metade da população mundial sofre de doenças bucais, dentes cariados, gengivas inflamadas ou câncer, informou a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta quinta-feira (17) em seu primeiro panorama completo sobre essa situação em 194 países.

Em um novo relatório, a OMS constata que 45% da população mundial, ou cerca de 3,5 bilhões de pessoas, sofre de doenças bucais.  Nos últimos 30 anos, acrescenta a organização, houve um aumento de 1 bilhão de casos registrados.

"A saúde bucal tem sido negligenciada na saúde global", afirma o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em um comunicado, embora medidas de prevenção de baixo custo possam evitar muitos dos problemas.

É "uma indicação clara de que muitas pessoas não têm acesso à prevenção e ao tratamento de doenças bucais", sendo as mais comuns a cárie dentária, doenças gengivais, perda de dentes e câncer, detalha o documento.

A cárie dentária não tratada é a doença mais comum e afeta cerca de 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo.

Estima-se que a gengivite grave, uma das principais causas de perda total de dentes, afete até 1 bilhão de pessoas. E, a cada ano, aproximadamente 380 mil novos casos de câncer bucal são diagnosticados, de acordo com a OMS.

Os principais fatores de risco são o alto consumo de açúcar, mas também o uso de tabaco e o consumo de álcool.

A OMS incentiva as autoridades a combaterem esses fatores de risco comuns, "promovendo uma dieta balanceada com baixo teor de açúcares, interrompendo o consumo de tabaco em todas as suas formas, reduzindo o consumo de álcool e proporcionando melhor acesso a cremes dentais fluoretados eficazes e acessíveis".

O relatório destaca ainda as desigualdades gritantes no acesso aos serviços de saúde bucal, dando ênfase ao enorme fardo que essas doenças, muitas vezes altamente visíveis e impossíveis de esconder, impõem às populações mais vulneráveis e desfavorecidas.

De acordo com o relatório, em torno de 75% de todas as pessoas com doenças bucais vivem em países de baixa e média rendas, mas, no mundo todo, são os pobres, deficientes, idosos e vulneráveis aqueles mais privados de acesso adequado a cuidados caros.

Isso pode levar a "custos catastróficos e a um fardo financeiro significativo para famílias e comunidades", adverte a OMS.

Ao mesmo tempo, a dependência de fornecedores altamente especializados e de equipamentos de alta tecnologia torna esses serviços inacessíveis para muitos, enquanto a falta de informação e de profilaxia impossibilita uma ação a tempo.

A OMS apresentou uma longa lista de propostas sobre como enfrentar o problema, inclusive pedindo aos países que incluam serviços de saúde bucal em seus sistemas de atenção primária à saúde.

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