Saúde OMS pede dados mais detalhados sobre situação de Covid na China

OMS pede dados mais detalhados sobre situação de Covid na China

Pequim reportou 60 mil mortes causadas pela doença em um mês, após fim de medidas sanitárias

AFP
  • Saúde | por AFP

Resumindo a Notícia
  • A OMS pediu à China que forneça dados mais detalhados sobre a situação da Covid

  • País reportou 60 mil mortes causadas pela doença em um mês

  • Esse saldo não considera as mortes fora de hospitais

  • A China é acusada de falta de transparência em relação à pandemia

China reportou 60 mil mortes por Covid em um mês

China reportou 60 mil mortes por Covid em um mês

Hector Retamal / AFP - 09/1/2023

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu à China neste sábado (14) que forneça dados mais detalhados sobre a situação da Covid-19 no país, após Pequim reportar quase 60 mil casos de morte ligados à doença em apenas um mês.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, solicitou essas informações adicionais durante uma conversa por telefone com o diretor da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, segundo um comunicado da organização.

Tedros também reiterou a importância de uma "maior cooperação e transparência por parte da China", já que a informação "permite entender melhor a situação epidemiológica e o impacto dessa onda" da doença no país asiático, diz o documento.

A China tem sido criticada pela falta de transparência sobre a pandemia da Covid-19. No começo de dezembro, o país acabou com as restrições sanitárias contra o coronavírus, após protestos contra a rigidez dessas medidas. Desde então, o número de infecções aumentou consideravelmente.

Em dezembro, as autoridades sanitárias registraram apenas uma dezena de mortes. No entanto, a Comissão Nacional de Saúde reportou neste sábado o primeiro balanço da situação.

"Um total de 59.938" mortes relacionadas com a Covid-19 foi registrado "entre 8 de dezembro de 2022 e 12 de janeiro de 2023", disse Jiao Yahui, chefe do gabinete de administração médica da comissão.

Esse saldo não inclui os óbitos registrados fora dos hospitais; por esse motivo o número de registros está provavelmente subestimado.

A OMS está "analisando essa informação" e pede que "esse tipo de informação detalhada continue a ser compartilhado conosco e com o público", declarou o comunicado.

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