OMS relata 14.000 casos de varíola do macaco no mundo e cinco mortes na África
Estados Unidos, Espanha, Reino Unido e Alemanhã são os lugares com mais infectados, sendo acima dos dois mil em casa país
Saúde|Do R7, com Reuters

A OMS (Organização Mundial da Saúde confirmou 14.000 casos de varíola do macaco em todo o mundo, com cinco mortes relatadas na África, disse o diretor-geral Tedros Adhanom nesta quarta-feira (20).
A maioria dos casos relatados até agora foi encontrada na Europa, particularmente entre homens que fazem sexo com homens, disse a OMS, embora todas as mortes tenham ocorrido na África, a região onde historicamente os surtos de varíola eram encontrados.
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Na quinta-feira, a OMS vai convocar a segunda reunião de um comitê que decidirá se o surto é uma emergência de saúde pública de interesse internacional (PHEIC), que seria o nível mais alto de alerta da organização.
“Independentemente da recomendação do comitê, a OMS continuará fazendo tudo o que puder para apoiar os países a interromper a transmissão e salvar vidas”, disse Adhanom.
De acordo com monitoramento em tempo real conduzido pela iniciativa Global.health já são quase 14.500 infectados no mundo, sendo que Estados Unidos, Espanha, Reino Unido e Alemanhã são os países com maior concentração de doentes.
De acordo com o Ministério da Saúde, já são 449 casos confirmados da doença no Brasil. Sendo 312 procedentes do estado de São Paulo, 71 do Rio de Janeiro, 33 de Minas Gerais, oito do Distrito Federal, seis do Paraná, quatro de Goiás, dois do Ceará, três do Rio Grande do Sul, três na Bahia, dois do Rio Grande do Norte, dois no Espírito Santo, um em Pernambuco, um em Mato Grosso do Sul e um em Santa Catarina.
Saiba o que ainda intriga a ciência sobre a varíola do macaco
É possível a reinfecção da doença? Por ser até então uma doença rara, ainda não é possível saber se há casos de reinfecção ou se as pessoas que já pegaram outros tipos de varíola estão imunes à doença. "Não se sabe se a doença pode ser pega mais de ...
É possível a reinfecção da doença? Por ser até então uma doença rara, ainda não é possível saber se há casos de reinfecção ou se as pessoas que já pegaram outros tipos de varíola estão imunes à doença. "Não se sabe se a doença pode ser pega mais de uma vez. O que se sabe é que a imunidade gerada pela doença ou pela vacinação é uma imunidade protetora e que dura um longo período de tempo. Até porque, se não fosse assim, a varíola não teria sido erradicada", ressalta Giliane Trindade







![Vai ser necessário vacinar toda a população?
Por ora, a OMS acredita que a vacinação pode ser localizada e indicada para pessoas próximas às infectadas, como está sendo feito no Reino Unido e nos Estados Unidos. Profissionais de saúde da linha de frente também podem ser beneficiados com o imunizante.
Existe uma vacina contra a varíola do macaco produzida pelo laboratório Bavarian Nordic, na Dinamarca. Além disso, a vacina usada anteriormente poderia ser empregada, mas precisaria passar por atualização. A questão é que não há produção em larga escala de nenhum imunizante.
A epidemiologista Andrea McCollum, do CDC, disse, em entrevista à revista Nature, acreditar que as terapias provavelmente não serão implantadas em grande escala para combater a varíola. Para conter a propagação do vírus, deve ser usado o método chamado vacinação em anel. Aplica-se o imunizante nos contatos próximos de pessoas que foram infectadas para cortar quaisquer rotas de transmissão. “Mesmo em áreas onde a varíola [do macaco] ocorre todos os dias, ainda é uma infecção relativamente rara”, afirmou a especialista](https://newr7-r7-prod.web.arc-cdn.net/resizer/v2/QKBWL7J2O5NRJP7OV4WHGB2PPA.jpg?auth=95a13bb0bf102b370ae62f0e354531eb43452a4647e955794466b31465338afc&width=771&height=514)















