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Saiba como proteger sua saúde dos impactos da fumaça das queimadas

Campanha “Se tem fumaça, tem que ter cuidado” do Ministério da Saúde tem o objetivo de alertar a população e gestores de saúde sobre os riscos da poluição do ar à saúde pública

Patrocinada-1|Do R7

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Queimadas atingem todo o Brasil desde agosto Flickr/Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

A exposição dos brasileiros à fumaça ocasionada pela onda intensa de queimadas e incêndios florestais que afeta o Brasil desde agosto pode trazer danos sérios à saúde, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC), especialmente em pessoas com doenças preexistentes.

Por conta disso, o Ministério da Saúde lançou neste mês a campanha “Se tem fumaça, tem que ter cuidado” para alertar a população e gestores de saúde sobre os riscos que a poluição do ar representa à saúde pública. Assista:


Como se proteger da fumaça

Banner oficial da campanha "Se tem fumaça, tem que ter cuidado" do Ministério da Saúde Divulgação/Ministério da Saúde
  • Aumente a ingestão de água e líquidos para manter as membranas respiratórias úmidas e protegidas
  • Permaneça em ambientes fechados, preferencialmente bem vedados e com conforto térmico adequado. Quando possível, busque ambientes com ar-condicionado e filtros de ar para reduzir a exposição
  • Mantenha portas e janelas fechadas durante os horários de maior concentração de poluentes no ar para minimizar a penetração da poluição externa
  • Evitar atividades físicas em horários de elevadas concentrações de poluentes do ar, e entre 12 e 16 horas, quando as concentrações de ozônio são mais elevadas
  • Não consuma alimentos, bebidas ou medicamentos que tenham sido expostos a detritos de queima ou cinzas
  • Utilize, preferencialmente, máscaras “cirúrgicas” modelos N95, PFF2 ou P100, que podem reduzir a inalação de partículas se usadas corretamente por pessoas que precisem sair de casa. No entanto, a recomendação prioritária é permanecer em locais fechados e protegidos da fumaça

Grupos de Risco

Crianças menores de 5 anos, idosos acima dos 60 anos e gestantes devem ter atenção redobrada às recomendações acima.


Fique atento aos sintomas respiratórios ou outras complicações de saúde e busque atendimento médico o mais rapidamente possível.

Para adultos e idosos há um aumento do risco de eventos cardiovasculares e respiratórios combinados.


Pessoas com problemas cardíacos, respiratórios ou imunológicos devem:

  • Buscar atendimento médico imediatamente na ocorrência de sintomas
  • Manter medicamentos e itens prescritos sempre disponíveis para o caso de crises agudas
  • Avaliar a possibilidade e segurança de se afastar temporariamente da área impactada

Orientações aos gestores de Saúde

  • Reforce o atendimento nos serviços de atenção à saúde, especialmente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA)
  • Monitore as informações de qualidade do ar, umidade relativa do ar e temperatura por meio do órgão ambiental do seu estado, pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais ou pela VigiAr (Vigilância em Saúde Ambiental e Qualidade do Ar) semanalmente a respeito da qualidade do ar
  • Monitore oferta e qualidade da água e garanta à população o acesso à água potável, com pontos de distribuição e bebedouros públicos, em especial em áreas remotas e de maior vulnerabilidade social
  • Garanta a oferta adequada de pontos de hidratação e nebulização, avaliando a necessidade de novas estruturas junto aos serviços de saúde (tendas e salas de hidratação)
  • Capacite e oriente equipes de atenção à saúde para compartilhar informações com a população e identificar e manejar em tempo oportuno riscos e agravos à saúde, especialmente em pessoas com comorbidades, crianças, gestantes e idosos
  • Reforce ações de promoção e atenção à saúde mental

Fonte: Ministério da Saúde


Focos de calor e violações da qualidade do ar impacta mais de 94 milhões de pessoas

Brigadistas do Prevfogo/Ibama e ICMBio combatem incêndios florestais na Terra Indígena Tenharim/Marmelos, no Amazonas Flickr/Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

De acordo com o Ministério da Saúde, entre os dias 15 a 21 de setembro de 2024, as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste concentram os maiores focos de calor, com destaque para os estados do Pará (3.351), Mato Grosso (2.998 focos), Amazonas (1.516), Tocantins (1.510), Maranhão (1.267), Piauí (988), Minas Gerais (834) e Acre (767). Entre os municípios mais afetados estão São Félix do Xingu (PA - 962 focos), Altamira (PA - 484), e Lábrea (AM - 469).

Além dos focos de calor, diversas regiões enfrentam violações no padrão de qualidade do ar, conforme as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS), que recomenda o limite diário de 15 μg/m³.

Estados como Acre, Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Maro Grosso do Sul, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins registraram essas violações por mais de dois dias consecutivos, expondo cerca de 104 milhões de pessoas a riscos potenciais.

Os grupos mais vulneráveis incluem mais de 7 milhões de crianças de 0 a 4 anos, 37,3 milhões de jovens entre 5 e 29 anos, 43,7 milhões de adultos de 30 a 59 anos, e 16,4 milhões de idosos com 60 anos ou mais. Ao todo, 2.203 municípios (39,6% do total) enfrentaram essas condições climáticas adversas.

Equipes da Força Nacional do SUS (FN-SUS) estão atuando em parceria com as gestões estaduais no enfrentamento às consequências da seca e da fumaça das queimadas na saúde da população. Estados e municípios mais afetados pelas queimadas são atendidos pela Força. Os técnicos já passaram até o momento pelos estados de Rondônia, Amazonas, Acre e Tocantins.

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