Saúde Pfizer estuda ação de vacina em cenário de vida real no Paraná

Pfizer estuda ação de vacina em cenário de vida real no Paraná

Pessoas acima de 12 anos serão acompanhadas por até um ano, com o objetivo de validar testes clínicos e efeitos da imunização 

Reuters
Estudo vai validar ações da vacina na cidade de Toledo, no Paraná

Estudo vai validar ações da vacina na cidade de Toledo, no Paraná

Lucy Nicholson/Reuters

A Pfizer vai estudar a eficácia da vacina contra a Covid-19 produzida pela farmacêutica imunizando toda a população acima de 12 anos da cidade de Toledo, no Paraná. O município tem 143 mil habitantes e fica no oeste do estado. O estudo será feito em conjunto com o PNI (Programa Nacional de Imunizações), autoridades locais de saúde, o Hospital Moinho de Vento e a Universidade Federal do Paraná (UFPR).

"Aqui a gente acredita na ciência, e lamentamos as quase 600.000 mortes que aconteceram no país", disse em entrevista coletiva o prefeito de Toledo, Beto Lunitti (MDB). A Pfizer afirmou que o objetivo é estudar o comportamento da Covid-19 em um "cenário de vida real" após a população ter sido vacinada.

Confira o mapa da vacinação no Brasil em tempo real.

"A iniciativa será a primeira e única nesses moldes a ser realizada com a colaboração da farmacêutica em países em desenvolvimento", informou a Pfizer em comunicado.

O pesquisador do Hospital Moinho de Vento Regis Goulart Rosa disse em entrevista coletiva que o estudo buscará validar os resultados de eficácia obtidos nos estudos clínicos da vacina e será uma oportunidade de acompanhar a longo prazo os vacinados, que serão monitorados por até um ano.

Além disso, ele afirmou que será uma oportunidade de validar questões ainda não determinadas pelas pesquisas com vacinas contra a Covid-19, como por exemplo a duração da proteção conferida pelos imunizantes e a proteção contra novas variantes.

Estudos similares estão em andamento com a CoronaVac na cidade de Serrana (SP), realizado pelo Instituto Butantan, e com a AstraZeneca em Botucatu (SP), liderado pelo Ministério da Saúde.

No fim de maio, o Butantan afirmou que a vacinação em massa com a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, reduziu em 95% as mortes por Covid-19 em Serrana. O instituto disse que também está estudando a aplicação de uma terceira dose da vacina na cidade.

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