Saúde Pobreza, sexo e raça influenciam contágio por coronavírus, diz estudo

Pobreza, sexo e raça influenciam contágio por coronavírus, diz estudo

Pesquisa publicada na revista "The Lancet Infectious Diseases" diz também que doença renal e obesidade tornam pessoa mais suscetível á covid-19

  • Saúde | Da EFE

Homens de 40 a 54 anos são mais propensos à doença

Homens de 40 a 54 anos são mais propensos à doença

Pixabay

A pobreza, morar em uma área densamente povoada, pertencer a uma minoria racial e sofrer de doença renal ou obesidade estão associados a ser mais ou menos suscetível ao contágio pelo novo coronavírus, segundo um estudo publicado na revista médica inglesa "The Lancet Infectious Diseases".

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Esses fatores sociodemográficos somam-se às evidências das pesquisas hospitalares, o que reflete uma maior gravidade do vírus em idosos, homens e pacientes com patologias anteriores, como diabetes ou hipertensão.

O autor do estudo, Simon de Lusignan, o professor da Universidade de Oxford e diretor do Centro de Vigilância do Royal College of Chief Medical Officers no Reino Unido, enfatiza a importância de saber quais os grupos demográficos com maior risco de infecção para entender melhor a transmissão da Sars-Cov2 e prevenir novos casos.

Para a pesquisa, foram analisados os resultados obtidos com os testes de coronavírus de 3.802 pessoas - 587 das quais deram positivo - realizados em centros de atenção primária na Inglaterra entre 28 de janeiro e 4 de abril deste ano.

Com esses dados, a equipe de De Lusignan concluiu que adultos entre 40 e 64 anos de idade correm maior risco de sofrer com o vírus (243 dos 1.316 que participaram do estudo foram positivos, 18,5%), assim como os homens (18,4% dos 1.612 testados).

O local de residência também tem um papel importante no contágio. Os habitantes das cidades têm maior risco de infecção (26,2% de 1816) do que os das áreas rurais (5,6% de 1986), assim como os moradores dos bairros mais pobres (29,5% de 668) em comparação com os das áreas mais ricas (7,7% de 1855).

Além disso, os negros são mais propensos a ter o vírus (62,1% dos 58 participantes testaram positivo), embora os autores digam que esses resultados devem ser interpretados cuidadosamente devido ao pequeno número de pessoas de minorias raciais na pesquisa.

Quanto às condições clínicas que estão significativamente associadas aos testes positivos, elas estão limitadas a doença renal crônica (32,9% de 207) e obesidade (20,9% de 680).

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