‘Preocupante’, diz infectologista sobre alta dos casos de Mpox no Brasil
País teve a confirmação em 140 pacientes; outros 539 casos são considerados suspeitos
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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O aumento do número de casos de Mpox no Brasil para 140 neste ano tem preocupado profissionais de todo o país, mesmo sem mortes confirmadas. O estado com mais incidência de pessoas infectadas é São Paulo, com 93 casos, seguido por Rio de Janeiro e Rondônia.
A doença é transmitida pelo contato com pessoas infectadas pelo vírus, materiais contaminados ou animais silvestres infectados, sendo os principais sintomas as lesões na pele, febre, dor de cabeça e dor no corpo. Além dos 140 casos confirmados, segundo o Ministério da Saúde, existem 539 casos suspeitos e nove prováveis.

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (10), o médico infectologista Antônio Carlos Bandeira alerta para o alto número de infecções em 2026, que já se assemelha ao montante registrado em 2024 — ano com o maior surto da doença.
No entanto, ele ressalta que muitas vezes a pessoa possui desconhecimento do assunto, como o fato de, no Ocidente, a transmissão da doença ter também ocorrido por meio de relações sexuais — fato que muitos não sabem. O médico destaca quais pontos os pacientes devem prestar atenção:
- Período de incubação de 12 dias antes da manifestação da doença;
- Após o período, apresentação de sintomas como febre, dor de cabeça e dor no corpo;
- Caroços na pele semelhantes aos de catapora, mas se manifestando ao mesmo tempo;
- Em casos não tratados, a Mpox pode levar à morte.
Em caso de manifestação de alguns dos sintomas, ele recomenda que o paciente busque imediatamente ajuda médica para a realização de exames, além de evitar contato com pessoas próximas para não propagar o vírus.
“Se você tem uma lesão de pele que apareceu, vá imediatamente para o médico para ter um diagnóstico. E se você acha que a outra pessoa pode ter algum fator que possa ser Mpox, nem sempre a gente possa ter isso, então já coloque isso também para o próprio médico para que ele possa ajudar a fazer o diagnóstico”, finaliza.
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