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Probabilidade de turista pegar dengue na Olimpíada é de menos de 1 em 500 mil, diz ministro

Casos da doença registraram queda antecipadamente, segundo Ministério da Saúde

Saúde|Da Agência Brasil, com R7

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Barros comparou a probabilidade ao que ocorreu na Copa do Mundo de 2014
Barros comparou a probabilidade ao que ocorreu na Copa do Mundo de 2014

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta quinta-feira (30) que o governo está fazendo um esforço para tranquilizar os atletas e turistas que virão participar dos Jogos Olímpicos 2016 sobre os riscos de contrair dengue enquanto estiverem no país. Segundo ele, baseado em estudo divulgado pela Universidade de Cambridge, considerando que cerca de 500 mil turistas virão para o evento, menos de 1 (0,8) deve ter a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.

Barros comparou a probabilidade ao que ocorreu na Copa do Mundo de 2014, quando, de 1,4 milhão de turistas estrangeiros, apenas três pegaram dengue.


— É prioridade combater o mosquito. E vamos ter sucesso nas ações na Olimpíada.

Ele participou hoje, em Brasília, da reunião da Comissão Gestora Tripartite, um espaço de discussão entre representantes do três entes federativos: Ministério da Saúde, Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde).


O ministro apresentou aos gestores as prioridades da pasta em sua gestão que, segundo ele, são a informatização do Sistema Único de Saúde e o foco em ações de prevenção à saúde.

— Melhor que ser bem atendido [no sistema de saúde] é não precisar ir lá, é cuidar da própria saúde.


Dengue cai 81% na cidade; chikungunya e zika preocupam

E os grandes desafios são combater a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo e o alcoolismo”, disse. Barros citou ainda a necessidade de promover a interlocução com a classe médica, de colocar em funcionamento unidades básicas de Saúde e de Pronto-Atendimento e equipamentos que foram comprados e nunca instalados, de fortalecer o complexo industrial da saúde e de ampliar e atualizar os protocolos clínicos e as diretrizes terapêuticas.


Casos de dengue caem

Os casos de dengue deste ano, no Brasil, apresentaram queda antecipada em relação aos anos anteriores. Historicamente, a redução no número de casos era observada a partir do mês de junho. Segundo levantamento do Ministério da Saúde, a partir do mês de março, o País começou a mostrar tendência de redução, demonstrando um comportamento diferente do habitual neste ano. Os números dos casos de dengue estão em declínio e já apresentaram redução de 99,2% no comparativo entre fevereiro e maio deste ano.

O pico da doença, quando é percebida maior incidência de casos notificados, também ocorreu antes do previsto, em fevereiro, com 106.210 casos registrados na última semana do mês. Em anos anteriores, a maior incidência de casos ocorria nos meses de abril ou maio. Já na última semana de maio, os números caíram para 779 casos da doença em todo o país. Os números reforçam, mais uma vez, que os resultados das ações de enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, intensificadas pelo governo federal desde o final do ano passado, contribuíram para antecipação da curva de sazonalidade da doença.

— Neste ano, o declínio de casos começou antes do previsto, uma vez que, historicamente, o pico das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti é em abril. As ações de combate ao mosquito da dengue, zika e chikungunya, que foram intensificadas no país desde o fim do ano passado se mostraram efetivas e essenciais para controlar e diminuir a circulação do vetor, explicou o ministro.

Ricardo Barros lembrou que se não fosse a intensificação das medidas de prevenção e o apoio da população, neste ano, os casos de dengue poderiam ainda ser mais expressivos do que no ano passado.

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