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‘Questão de saúde pública’, diz cirurgiã sobre uso indevido de preenchedores injetáveis

Anvisa alerta que pacientes devem verificar produtos e profissionais antes de procedimentos estéticos

Saúde|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Anvisa alerta sobre os riscos do uso inadequado de preenchedores injetáveis na estética.
  • Pacientes devem verificar a qualidade dos produtos e a qualificação dos profissionais antes dos procedimentos.
  • A cirurgiã Gabriela Schwartzman destaca que muitos problemas surgem do uso incorreto e de produtos falsificados.
  • Complicações graves, como problemas renais e de visão, aumentam a necessidade de fiscalização rigorosa no setor estético.

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta sobre os riscos associados ao uso inadequado de preenchedores injetáveis na área da estética. A recomendação é que os pacientes verifiquem a quantidade e o tipo dos produtos antes de realizarem procedimentos, além de consultar profissionais qualificados. A sugestão ocorre para substâncias como ácido hialurônico e polimetilmetacrilato (PMMA).

Em entrevista ao Conexão Record News desta sexta-feira (13), Gabriela Schwartzman, cirurgiã da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, enfatizou que muitos problemas surgem devido ao uso indiscriminado ou incorreto desses materiais, além da utilização de produtos falsificados.


Pessoa deitada recebe aplicação com seringa na região do nariz. Profissional usa luvas e insere agulha.
Complicações vindas de procedimentos estéticos muitas vezes exigem intervenção posterior por dermatologistas e cirurgiões plásticos capacitados Reprodução/Record News

“A gente observa muitos produtos irregulares no mercado e muitos produtos que estão com regulamentação da Anvisa, mas que são usados de forma errônea, indiscriminada, em excesso e em áreas que não deveriam ser usados”, comenta.

Riscos de saúde como embolia pulmonar, deficiência visual temporária e insuficiência renal são apenas alguns dos fatores de risco do uso indevido. Segundo a cirurgiã plástica, alguns casos, como o ácido hialurônico, têm possibilidade de resolução, enquanto outros não, principalmente quando usados em grandes áreas corporais.


“Então existem enzimas e hialuronidase que fazem essa dissolução e que permitem, por exemplo, que reações inflamatórias de longo prazo sejam controladas a partir da degradação desse produto. O problema é que a gente tem no mercado uma série de produtos que eles não possuem essa reversibilidade, que são preenchedores permanentes”, explica.

De acordo com ela, o mais usado e que mais causa problemas é o PMMA. “Então são quantidades muito pequenas para fins reparadores e que são usadas em grandes quantidades, principalmente para preenchimento corporal. É muito observado para aumento de glúteo. E essa quantidade exagerada e fora dos limites preconizados tem mostrado muito acometimento renal. Tanto que a Sociedade Brasileira de Nefrologia já emitiu um parecer, até um alerta populacional referente a esses casos. Então é praticamente uma questão de saúde pública”, argumenta.


Gabriela também ressaltou a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa no setor estético para combater práticas inadequadas realizadas por profissionais não habilitados. Ela apontou ainda que complicações decorrentes dessas práticas muitas vezes exigem intervenção posterior por dermatologistas e cirurgiões plásticos capacitados.

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