Raúl Castro elogia trabalho de médicos que combateram ebola na África
Atualmente, mais de 50 mil profissionais cubanos da saúde prestam serviços em 68 países
Saúde|Do R7

O presidente de Cuba, Raúl Castro, elogiou o "heroico trabalho" dos médicos cubanos que combateram o surto de ebola na África Ocidental nos últimos meses e que foram homenageados na quinta-feira (9) no país pelo trabalho desenvolvido, informou a imprensa local nesta sexta-feira (10).
"Em nome do povo cubano e no meu próprio, faço um reconhecimento pelo heroico trabalho realizado como parte do Contingente Internacional 'Henry Reeve'", disse em carta divulgada na capa do Granma e Juventud Rebelde, os principais jornais do país.
Castro considerou "significativos" os resultados do atendimento médico feito pelos cubanos nos países africanos afetados pelo ebola, "com mais de 400 vidas salvas e uma taxa de mortalidade geral de 24,4%", segundo os números mencionados na carta. O líder cubano destacou a "honrosa" missão cumprida pelos médicos da ilha, "inclusive arriscando suas próprias vidas".
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"Vocês dão continuidade ao altruísmo e ao desinteresse pessoal que caracterizou à cooperação médica da ilha, desde que se iniciou no ano 1963 com o envio da primeira brigada à Argélia", acrescentou o presidente cubano. Desde então, 325.710 colaboradores cubanos participaram de missões de cooperação de saúde em 158 países.
Atualmente, mais de 50 mil profissionais cubanos da saúde prestam serviços em 68 países, lembrou. "A ajuda de cada um dos colaboradores do exército de roupas brancas se ergue como um paradigma imperecível" da Revolução Cubana, segundo o presidente do país.
A carta de Raúl Castro foi lida na quinta-feira (9) em um ato de homenagem aos mais de 250 médicos e profissionais de saúde que há seis meses foram enviados a Libéria, Serra Leoa e Guiné, os três países africanos mais afetados pelo ebola.
Desses profissionais, dois morreram na África por malária e outro, o doutor Félix Báez, foi infectado pelo ebola, mas superou a doença após ser tratado na Suíça, de onde voltou a Cuba para se recuperar. Uma vez curado, retornou à missão em território africano.
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