Sobe para 14 o número de casos de varíola do macaco confirmados no Brasil
Segundo o Ministério da Saúde, os três novos casos notificados são de pessoas sem histórico de viagem recente a países onde há surto da doença
Saúde|Do R7

O Ministério da Saúde confirmou, nesta quinta-feira (23), mais três casos de varíola do macaco no Brasil. Nenhum deles é de pessoa com histórico de viagem a países onde há surto da doença. Com as novas notificações, o país soma 14 pessoas infectadas com o vírus.
Em nota, a pasta informou que os casos recentes são de três pacientes do sexo masculino, residentes no município de São Paulo, com idade entre 24 e 37 anos.
“Os casos ainda estão em investigação para a busca de vínculos de transmissão. Os pacientes estão isolados, com quadro clínico estável, sem complicações e sendo monitorados pelas Secretarias de Saúde do estado e do município”, diz o comunicado à imprensa.
Um jovem de 25 anos, morador de Maricá (RJ), é o primeiro caso no país de alguém que não fez viagem internacional recentemente. Segundo informações da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) divulgadas no domingo (19), o homem afirmou, no entanto, que teve contato com estrangeiros.
Os casos confirmados de varíola do macaco estão em São Paulo (10), Rio Grande do Sul (2) e Rio de Janeiro (2).
A doença, que é endêmica em alguns países da África, tem se espalhado pelo mundo em um surto inédito – há mais de 3.200 casos confirmados fora do continente africano.
Nesta quinta-feira, a OMS (Organização Mundial da Saúde) pediu vigilância e transparência aos países ante o cenário que envolve a varíola do macaco.
É possível a reinfecção da doença? Por ser até então uma doença rara, ainda não é possível saber se há casos de reinfecção ou se as pessoas que já pegaram outros tipos de varíola estão imunes à doença. "Não se sabe se a doença pode ser pega mais de ...
É possível a reinfecção da doença? Por ser até então uma doença rara, ainda não é possível saber se há casos de reinfecção ou se as pessoas que já pegaram outros tipos de varíola estão imunes à doença. "Não se sabe se a doença pode ser pega mais de uma vez. O que se sabe é que a imunidade gerada pela doença ou pela vacinação é uma imunidade protetora e que dura um longo período de tempo. Até porque, se não fosse assim, a varíola não teria sido erradicada", ressalta Giliane Trindade






![Vai ser necessário vacinar toda a população?
Por ora, a OMS acredita que a vacinação pode ser localizada e indicada para pessoas próximas às infectadas, como está sendo feito no Reino Unido e nos Estados Unidos. Profissionais de saúde da linha de frente também podem ser beneficiados com o imunizante.
Existe uma vacina contra a varíola do macaco produzida pelo laboratório Bavarian Nordic, na Dinamarca. Além disso, a vacina usada anteriormente poderia ser empregada, mas precisaria passar por atualização. A questão é que não há produção em larga escala de nenhum imunizante.
A epidemiologista Andrea McCollum, do CDC, disse, em entrevista à revista Nature, acreditar que as terapias provavelmente não serão implantadas em grande escala para combater a varíola. Para conter a propagação do vírus, deve ser usado o método chamado vacinação em anel. Aplica-se o imunizante nos contatos próximos de pessoas que foram infectadas para cortar quaisquer rotas de transmissão. “Mesmo em áreas onde a varíola [do macaco] ocorre todos os dias, ainda é uma infecção relativamente rara”, afirmou a especialista](https://newr7-r7-prod.web.arc-cdn.net/resizer/v2/QKBWL7J2O5NRJP7OV4WHGB2PPA.jpg?auth=95a13bb0bf102b370ae62f0e354531eb43452a4647e955794466b31465338afc&width=771&height=514)














