Técnica de banho usada em gêmeos que se abraçaram facilita adaptação fora do útero, dizem especialistas
Vídeo que mostra gêmeos após o parto foi assistido por milhões na internet
Saúde|Do R7

A imagem de dois gêmeos recém-nascidos tomando banho juntos e se abraçando rodou o mundo esta semana. A técnica, desenvolvida pela enfermeira francesa Sonia Rochel, tem o objetivo de tornar mais fácil a adaptação dos bebês à vida fora da barriga da mãe.
No entanto, especialistas advertem que é perigoso tentar repetir a mesma coisa em casa. O procedimento exige a técnica de profissionais.
A prática francesa se parece com uma técnica criada no Brasil: o banho de balde. O pediatra Carlos Eduardo Correa fez, há 12 anos, o primeiro banho de imersão em um recém-nascido.
— Em bebê muito pequeno, principalmente no primeiro mês de vida, é mais fácil enrolar o bebe no pano e segurar. Esse enrolamento do bebê vai dar a sensação de convenção que o próprio útero também traz. [...] A ideia é que o bebê fique completamente imerso que possa, então, conquistar essa leveza corporal que o meio liquido traz.
Grasiella Drumond, mãe de gêmeas, deu banho de imersão nas filhas quando eram bebês.
— Essa agua é que dá conforto para eles. Você segura pelo pescoço e eles param de chorar na hora.
A psicóloga Ana Bach também vê benefícios no banho de balde.
— Esse bebê vive em um liquido quente, morno, quando você coloca ele de novo dentro de um balde, dentro de uma banheira, dentro de algo que se pareça com um útero, ele vai lembrar desse lugar perfeito de acolhimento, de carinho, de inclusive de contorno porque é onde é o limite dele. Ele ainda não tem noção de onde começa e termina o corpo.















