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Saúde integral e o desejo sexual: a conexão corporal

Óleo de linhaça dourada é aliado na recuperação do desejo sexual

Vanity Brasil|Do R7

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A compreensão sobre o desejo sexual tem evoluído significativamente, deixando de ser tratado como um fenômeno puramente psicológico ou relacional para ser reconhecido como uma expressão profundamente corporal. Atualmente, a ciência aponta que hormônios, circulação sanguínea, níveis de inflamação, saúde intestinal, metabolismo e até mesmo o cérebro desempenham papéis ativos nessa complexa engrenagem. Nesse contexto, o óleo de linhaça dourada surge como um potencial aliado, não como uma solução milagrosa, mas como parte de uma abordagem inteligente para a reconstrução da saúde integral.

Por muito tempo, a discussão sobre a libido e a falta de desejo sexual ignorou a intrínseca ligação com o bem-estar físico. Embora seja incomum para a maioria das pessoas priorizar a saúde intestinal como ponto de partida para o desejo sexual, essa perspectiva tem ganhado destaque entre especialistas. Mesmo em conteúdos focados em sexualidade, a relevância dos fatores corporais, como a saúde do intestino, muitas vezes é subestimada, apesar de seu potencial para auxiliar na recuperação da libido. O entendimento atual destaca que o desejo sexual raramente possui uma única causa, sendo frequentemente impactado por condições como inflamação, estresse, desequilíbrio hormonal, cansaço e má nutrição.

O óleo de linhaça dourada é um extrato obtido das sementes da linhaça dourada, uma variedade conhecida por ser mais suave e, geralmente, mais bem tolerada que a linhaça marrom. Sua riqueza reside na alta concentração de ômega-3, particularmente o ácido alfa-linolênico (ALA), além de lignanas, que são compostos vegetais com propriedades de interação hormonal. Esses componentes trabalham em conjunto para ajudar o corpo a sair de um estado de “apagamento” e retornar a um modo de “sensibilidade”, o que é fundamental para a manifestação do desejo sexual. As lignanas, em particular, não atuam como hormônios nem promovem reposição, mas auxiliam na regulação hormonal do organismo.

Os benefícios do óleo de linhaça dourada para a recuperação do desejo sexual se manifestam por meio de múltiplas ações no organismo. Primeiramente, o ômega-3 contribui para a redução da inflamação crônica de baixo grau, um fator discreto, mas prejudicial, que afeta a produção hormonal, a resposta do sistema nervoso e a sensibilidade corporal, incluindo o prazer. Um corpo menos inflamado responde melhor ao toque e ao estímulo. Em segundo lugar, o óleo melhora a circulação sanguínea, essencial para a excitação plena, promovendo a elasticidade dos vasos, reduzindo triglicerídeos e apoiando a saúde cardiovascular, o que pode resultar em melhor lubrificação, resposta genital eficiente e ereções mais consistentes. Além disso, as lignanas favorecem o equilíbrio hormonal, auxiliando indivíduos na perimenopausa, menopausa, homens com queda de testosterona e pessoas sob estresse crônico, criando um ambiente mais propício para o reaparecimento do desejo. Por fim, a saúde intestinal é beneficiada, pois um intestino equilibrado e menos inflamado otimiza a absorção de nutrientes, o metabolismo hormonal e reduz a inflamação sistêmica, lubrificando o trânsito e apoiando uma microbiota saudável, impactando diretamente a sexualidade.

A ação combinada desses fatores também pode contribuir para uma energia mais estável, redução das oscilações de humor e uma maior sensação de “corpo habitado”, elementos cruciais para o desejo sexual, que não floresce em cansaço ou exaustão emocional. Para usufruir dos benefícios, o óleo de linhaça dourada deve ser consumido a frio, preferencialmente prensado a frio e armazenado em vidro escuro. Após aberto, deve ser guardado na geladeira, com a recomendação de uma colher de sopa por dia, pura ou sobre alimentos frios. É fundamental ressaltar que o óleo de linhaça dourada é um coadjuvante e não substitui o acompanhamento médico ou terapias hormonais quando indicadas. Ele não é um afrodisíaco instantâneo, mas sim um facilitador que cria as condições para o corpo reencontrar a sensibilidade e, consequentemente, o desejo, quando o corpo sai do modo de sobrevivência, a inflamação diminui, a circulação melhora, os hormônios se organizam e a pessoa volta a “habitar” seu próprio corpo.

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