‘Zero posting’: ato de manter perfil ativo e não postar é o melhor para a saúde mental?
Psicólogo Francisco Nogueira analisa nova moda nas redes sociais e alerta que ela ‘não evita a ansiedade do algoritmo’
Saúde|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Um novo fenômeno conhecido como zero posting (zero postagem, em tradução livre) está se tornando cada vez mais comum nas redes sociais. Trata-se de manter perfis ativos que não possuem publicações e têm acesso privado.
Este comportamento pode estar relacionado à sobrecarga emocional e cognitiva gerada pelo consumo intenso de conteúdo digital. Nesses casos o “não postar” serve como uma autoafirmação de não dependência da validação do outro.
O Hora News desta segunda-feira (23) trouxe o psicólogo e membro efetivo do Instituto Sedes Sapientiae, Francisco Nogueira, para analisar o assunto. Em entrevista, ele fala que não publicar nas redes pode ajudar, em partes, a diminuir o estresse e a ansiedade, mas que a prática não protege o indivíduo da ansiedade do próprio algoritmo.
“Ela continua acessando a rede social, continua suscetível ao algoritmo e aí você tem todo um quadro que pode ser muito complicador no sentido da piora da saúde mental”, diz. O especialista ainda ressalta que as redes sociais funcionam “como uma vitrine”, não é a realidade: “Não dá pra cair nessa cilada de ficar se comparando”.
Para diferenciar o zero posting de um retraimento social, Nogueira recomenda a procura e o acompanhamento de um profissional de saúde mental para entender melhor as próprias necessidades: “Cada caso é um caso”, analisa.
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