Análise: apesar de louvável, ação da polícia contra crimes digitais não abrange toda a internet
MP apresentou diversas falhas em plataformas utilizadas por crianças e adolescentes; mais de 350 jovens já foram resgatados
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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O Ministério Público de São Paulo encontrou falhas em plataformas digitais usadas por crianças e adolescentes. O relatório, entregue nesta quarta-feira (11) à Polícia Civil, mostra brechas que facilitam a prática de crimes graves contra menores de idade, como violência sexual e automutilação.
Já no caso de crimes em curso, foi identificada a dificuldade de derrubar condutas ilegais e também localizar os responsáveis pelos delitos. Até o momento, mais de 350 jovens já foram resgatados das plataformas por policiais do Núcleo de Observação Digital.

Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, explica que o Núcleo é um órgão que existe desde 2024 por iniciativa da Polícia Civil e que tenta fazer o trabalho das redes na identificação e denúncia de conteúdos.
No entanto, mesmo sendo considerado louvável o serviço dos agentes, ele explica que não é suficiente para a quantidade de conteúdos disponíveis na internet.
“Acho que é um assunto gravíssimo, mais uma vez, a polícia está tentando fazer o que pode, mas não vai conseguir fazer na escala necessária. Imagina, olhar todos os fóruns, olhar todos os jogos, todas as redes sociais”, pontua.
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Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (12), Igreja ainda fala sobre a falta de compromisso das plataformas digitais, que se isentam de suas responsabilidade em um trabalho de moderação de conteúdos sensíveis. Outro ponto destacado por ele é que, assim como os policiais não conseguem abarcar todas as partes da rede, os pais também não podem deixar com que os filhos naveguem livremente sem supervisão.
“O que eu quero dizer é o seguinte: imagine crianças e adolescentes que estão lá num bairro, num estabelecimento, numa festa, num lugar que ninguém sabe a identidade das pessoas, ninguém sabe direito como é que essas pessoas se comportam e você não tem nenhuma supervisão por parte dos pais, não tem policiamento. Não parece razoável no mundo físico”, finaliza o especialista.
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