Tecnologia e Ciência Ciberataques aumentaram 16,17% no Brasil no 1º semestre de 2021

Ciberataques aumentaram 16,17% no Brasil no 1º semestre de 2021

Para diretor de empresa de cibersegurança, é natural que o país seja alvo e gerador de ataques após crescimento tecnológico

O número de ciberataques no Brasil aumentou 16,17% no primeiro semestre de 2021, revela estudo

O número de ciberataques no Brasil aumentou 16,17% no primeiro semestre de 2021, revela estudo

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O número de ciberataques no Brasil aumentou 16,17% no primeiro semestre de 2021, comparado ao mesmo período de 2020, de acordo com o estudo NETSCOUT Threat Intelligence Report de setembro deste ano.

Nesse período, foram constatados 50 ataques simultâneos a empresas de telecomunicação, durante uma hora com espaçamento entre um e três minutos. A nível mundial, o número foi de 5.351.930 ciberataques, representando alta de 11% com duração média de 50 minutos (+31%) cada, além da detecção de sete novos arquétipos de ataque de negação de serviço (DDoS).

"Quanto mais tecnologia está disponível, mais acesso também estará ao alcance dos hackers. O aumento de ataques é uma tendência natural", aponta Geraldo Guazzelli, diretor da NETSCOUT Brasil.

"O Brasil está no epicentro do furacão", segundo Guazzelli. "O país cresceu muito do ponto de vista tecnológico nas últimas duas décadas, principalmente na última década. É um país grande, é um país que tem muita visibilidade globalmente e passou a promover um grau bastante razoável de acesso à internet. Então, é natural que seja não só alvo, mas também gerador de ataques".

Cibersegurança

Para se proteger das invasões é necessário investir em cibersegurança. Guazzelli diz que a palavra-chave é "visibilidade". É necessário saber de tudo o que está acontecendo nas suas redes e, além disso, é importante ter visibilidade do fluxo de informações e ter ferramentas que atenuem o trafego de invasores. 

O estudo da NETSCOUT revela que, dentre os principais alvos, estão empresas de telecomunicação que usam tecnologia de cabeamento ou nuvem, processadores e hospedeiros de dados. Grande parte dessas investidas tinham como objetivo a extorsão de dados

"Se antes você precisava de um humano que fosse coagido para cometer algum crime, agora você tem uma máquina que pode ser invadida eventualmente, se não há segurança no seu sistema", destacou Marcos Simplício Junior, membro do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE).

Ele aponta que as organizações da indústria 4.0 ficam muito expostas aos ataques cibernéticos de todos os tipos, quando não possuem um bom sistema de segurança. Os ataques podem levar a uma cadeia que corrompe a produtividade dos negocios e sua eficiência. 

"Hackers são preguiçosos. Se eles consguirem atacar um alvo que tenha um grande número de dados que possam usar, é ali que ele vão", completa.

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