Crise no fornecimento de chips de memória pode aumentar o preço de computadores e smartphones
Utilização do componente em data centers de inteligência artificial tem pressionado cada vez mais o setor
Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Empresas de tecnologia e eletrônicos emitiram o alerta para uma crise no fornecimento de componentes essenciais para a fabricação de equipamentos, com possíveis reflexos nos preços de computadores e smartphones. A razão por trás da crise é a escassez de chips de memória, utilizados em projetos de inteligência artificial.
Em 2025, gigantes do setor prometeram o investimento de bilhões de dólares na construção de novos data centers, pressionando ainda mais o setor. Tais aportes mostram uma tendência mundial, com um salto de US$ 30 bilhões (cerca de R$ 161,5 bilhões em conversão direta) em 2016, para mais de US$ 500 bilhões (equivalente a R$ 2.5 trilhões) atualmente aplicados neste tipo de tecnologia, aponta Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação.

No entanto, além de um negócio lucrativo, ele aponta que a produção de chips de memória também movimenta as relações geopolíticas mundiais, principalmente em torno das chamadas terras raras. Devido às poucas reservas desses materiais, combinado à necessidade de mão de obra especializada, Igreja aponta que o cenário desperta o interesse de grandes potências na briga, como Estados Unidos, China e Rússia.
“No último ano, nós tivemos todo um embate entre China e Estados Unidos, os Estados Unidos restringindo a exportação dos chips, dos data centers, e do outro lado a China retalhando, dizendo que não forneceria mais as terras raras, então é só para dar dimensão de o quanto que esse tema é importante e o quanto que ele está nesse xadrez global”, comenta em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (13).
Assim como os países lucram e demonstram poder com as tecnologias, o especialista destaca também que as empresas buscam lucrar o máximo possível ao controlar os níveis de produção. Além disso, ele também aponta uma certa cautela no setor para se evitar uma possível “bolha da IA”, o que poderia causar prejuízos, principalmente em um momento de aumento de investimentos.
“Por isso que agora no ciclo da IA, mesmo os investimentos batendo recorde atrás de recorde, ainda assim no caso das novas fábricas de chips, existe aí uma certa cautela. Então também um outro ponto importante é empresas como a Nvidia, elas estão tendo uma margem recorde, uma margem inimaginável e todo mundo querendo o produto dela, então por que a Nvidia não aumenta repentinamente a sua produção? É porque ela não precisa, ela está conseguindo precificar isso, ela está conseguindo cobrar mais caro”, completa.
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