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Fóssil de pararréptil revela segredos de ecossistema pré-dinossauros no Brasil

Pequeno crânio de espécime semelhante a um lagarto foi encontrado por paleontólogo no Rio Grande do Sul

Tecnologia e Ciência|Da Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Paleontólogos da UFSM descobriram um crânio fóssil de 9,5 milímetros no Rio Grande do Sul.
  • O fóssil pertence a uma nova espécie chamada Sauropia macrorhinus, datando de 240 milhões de anos.
  • Características do crânio incluem narinas grandes e dentes em forma de pino, sugerindo dieta de pequenos invertebrados.
  • Os pararrépteis, grupo ao qual o Sauropia pertence, sobreviveram à maior extinção da história da vida na Terra.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Fóssil passou por tomografia computadorizada para revelar características únicas Caetano Soares/Reuters

Paleontólogos da UFSM (Universidade Federal de Santa Maria) publicaram a descoberta de um crânio fóssil de 9,5 milímetros de uma espécie até então desconhecida. O achado ocorreu no estado do Rio Grande do Sul.

O espécime, semelhante a um lagarto, foi batizado de Sauropia macrorhinus e é o menor vertebrado de quatro membros já registrado em depósitos do Triássico da América do Sul, de 240 milhões de anos atrás.


O pequeno crânio de pararréptil foi encontrado no sítio Cortado, em Novo Cabrais, pelo paleontólogo Lucio Roberto da Silva.

“Não teve uma dificuldade de escavação muito grande, porque o animalzinho, o crânio do Sauropia estava rolado, estava acima da superfície. A dificuldade mesmo foi ver, por causa do pequeno tamanho. A gente tem noção que os procolofonoides podem apresentar tamanhos diminutos. A atenção é redobrada quando a gente está no sítio.”


O fóssil precisou ser limpo com agulhas sob microscópio e passar por tomografia computadorizada para revelar suas características únicas.

Elas incluem narinas grandes e dentes em forma de pino, provavelmente usados para comer pequenos invertebrados.


“Um fato interessante a respeito dos pararrépteis é que esse grupo de animais conseguiu sobreviver à maior extinção que já aconteceu na história da vida na Terra. E esse organismo pertence a um desses grupos, que sobreviveu essa extinção”, diz Rodrigo Temp Müller, paleontólogo da Universidade Federal de Santa Maria.

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