Tecnologia e Ciência Futuro da guerra: robôs poderão decidir o momento para atacar

Futuro da guerra: robôs poderão decidir o momento para atacar

Equipamentos militares autônomos poderão avaliar um alvo e apertar um gatilho sem interferência de um humano

O futuro da guerra

Robôs e drones autônomos poderão ser os soldados do futuro

Robôs e drones autônomos poderão ser os soldados do futuro

Pixabay

Os drones e robôs militares estão sendo projetados para substituir não só veículos usados nos campos de batalha, mas também soldados e seus superiores.

A evolução da tecnologia permitirá equipamentos capazes de identificar um alvo e decidir quando apertar o gatilho.

Essa é a projeção da reportagem publicada pela The New York Times Magazine nesta semana.

Até hoje, todas as decisões em um conflito armado sempre foram tomadas por um humano, mas isso pode estar prestes a mudar. A inteligência artificial, a evolução dos sensores e os novos softwares permitirão que não seja necessário um militar no comando.

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Um dos pontos polêmicos do uso da tecnologia em guerras é sobre quando delegar a decisão a uma máquina para tirar a vida de uma pessoa. Os apoiadores dessa revolução apostam que esse tipo de automação irá diminuir erros.

"Um robô operando com milisegundos e olhando para dados que você não consegue obter irá dizer o momento exato para o uso de uma arma e limitar os danos colaterais", disse Tony Cerri, ex-membro do Comando de Treinamento e Doutrina do Exército dos EUA, para a revista.

As potências militares EUA, Rússia e China trabalham em projetos que buscam desenvolver máquinas mais eficiente e menos dependentes de um comando. O Reino Unido e Israel já utilizam alguns equipamentos que conseguem atacar alvos com certa autonomia.

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Experiência com carros autônomos

Um outro ramo de pesquisa com inteligência artificial mostra que máquinas também erram. Os carros autônomos, por exemplo, já se envolveram em acidentes. Os sensores e programas para interpretar riscos e evitar colisões não foram suficientes para impedir vítimas fatais no trânsito.

Neste mês, a ONU (Organização das Nações Unidas) deve publicar um relatório sobre o futuro dos conflitos e o uso de robôs. O Observatório dos Direitos Humanos lançou a campanha "Stop Killer Robots", em 2013, para manter humanos responsáveis por decisões letais em uma guerra.

Vale do Silício pela paz

Em 2015, Steve Wozniak e Elon Musk, juntamente com o físico britânico Stephen Hawking e mais de 1.000 pesquisadores de robótica e inteligência artificial, assinaram uma carta aberta avisando que “armas autônomas se tornarão as Kalashnikovs” do futuro.

Segundo o documento, os robôs seriam “ideais para tarefas como assassinatos, desestabilizando nações, subjugando populações e matando seletivamente um determinado grupo étnico.”

Os rifles Kalashnikovs foram usados por militares e grupos armados em diversos conflitos pelo mundo, inclusive em guerras civis e ações terroristas.

Neste ano, o Google também publicou um documento dizendo que não irá desenvolver “armas ou outras tecnologias cujo objetivo principal ou implementação é causar ou diretamente facilitar o dano às pessoas”.

Ataque das máquinas! Robôs já espionam, atacam e matam. Veja: