Tecnologia e Ciência Golpista finge ser repórter do R7 para roubar conta de WhatsApp

Golpista finge ser repórter do R7 para roubar conta de WhatsApp

Criminoso disse que entrevistaria a vítima e confirmaria a identidade dela com um código que seria enviado ao celular

Criminosos se passaram por repórter do R7 para clonar conta de WhatsApp

Criminosos se passaram por repórter do R7 para clonar conta de WhatsApp

Tecnoblog

Golpistas utilizaram o nome do Portal R7, do Grupo Record, para roubar uma conta de WhatsApp. No golpe, alguém que afirmou ser repórter do portal, disse que precisava confirmar a identidade de um entrevistado com o uso de um código enviado por SMS.

A técnica de engenharia social ajuda criminosos a burlar a verificação do aplicativo em novos dispositivos e dão a eles acesso total à conta.

O golpista abordou a vítima — o compositor e produtor musical Roberto Logan, 65 anos — há três dias, dizendo que ia entrevistá-la para uma matéria sobre o trabalho dele. Mas para isso precisava confirmar a identidade do entrevistado com um número que seria enviado para o celular.

Após receber o número, o entrevistado deveria enviá-lo por mensagem. Mas, ao receber o código, os golpistas disseram que "o sistema estava lento" e pediram para a vítima permanecer na linha.

"Após uns cinco minutos de espera, o WhatsApp saiu do ar e perdi todos os meus contatos", conta Roberto, proprietário de um estúdio na região do Sacomã, em São Paulo.

Após a conta ser clonada, os golpistas pediram dinheiro dinheiro para contatos do produtor.

"Meu irmão enviou R$ 610 por Pix. Pouco depois, os bandidos pediram mais R$ 1.500", informou a vítima, que agora tenta usar novamente o aplicativo no antigo número.

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"Precisei trocar o número, não estou conseguindo usar o WhatsApp no antigo. Quase não atendi sua ligação, estou traumatizado", revela Roberto, que teve medo de ser vítima de outro golpe ao receber uma ligação da reportagem.

Engenharia social

O golpe é parecido com outros que utilizam engenharia social para roubo de contas. O código de seis dígitos pedido pelos golpistas é temporário e utilizado para autenticação do aplicativo em outros dispositivos.

Nesses casos, é importante ter ativado a verificação em duas etapas, o que faria com que criminosos necessitassem pedir para a vítima clicar em um link no email, para completar o golpe.

O link desativaria a verificação em duas etapas e permitiria que o dispositivo utilizado pelos golpitas acessem completamente a conta da vítima.

Golpes do tipo dispararam desde o início da pandemia. Um levantamento revelou que em 2020 foram aplicados feitas mais de 4,7 milhões de clonagens de contas de WhatsApp.

Em nota o Portal R7 informou que “não entra em contato por Whatsapp ou qualquer rede social solicitando pagamentos, códigos ou qualquer confirmação de dados. O portal informa ainda que suas contas oficiais nas redes sociais têm selo de verificação e links nos canais do R7.com e nos sites oficiais dos programas da Record TV”.

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