Google anuncia novos smartphones e produtos para casa

Anúncios serão feitos durante evento da empresa em San Francisco

  • Tecnologia e Ciência | Filipe Siqueira e Victor Fermino, do R7*

Imagens do Pixel 2 vazaram há meses, mas ainda tem a expectativa de uma surpresa

Imagens do Pixel 2 vazaram há meses, mas ainda tem a expectativa de uma surpresa

Reprodução/Android Authority

Tudo bem que faz tempo que a Google não lança nenhum smartphone no Brasil — o último foi o Nexus 5, em 2013 —, mas não custa sentir o hype pelos produtos que devem mostrar como a plataforma Android pode ser poderosa.

Os smartphones Pixel, lançados em 2016, não eram lá muito bonitos, tampouco à prova d'água, mas tiravam fotos excelentes, funcionavam bem e tinham uma bateria razoável.

O evento começou com Sundar Pichai, presidente do Google, falando não só dos benefícios humanitários da inteligência artificial, mas também da necessidade que temos de ajudar outros seres humanos. Ficou claro que a inteligência artificial como o aprendizado de máquina já é o presente para a empresa, mas ela quer deixar isso cada vez mais claro para os usuários — e ressaltou principalmente como isso transformará a experiência do usuário.

Depois, Pichai falou do mapeamento de endereços residenciais no Google Maps, e como o software precisa se adaptar às vidas das pessoas e como esse é o futuro de todas as inovações do Google.

O AutoML também serve para tradução instantânea

O AutoML também serve para tradução instantânea

Youtube

Ele também falou da tecnologia AutoML, que será usada para reconhecimento de objetos em múltiplos produtos da Google. Eles já fazem isso no aplicativo Google Fotos, mas aparentemente, esse novo algoritmo é muito melhor do que o que já era aplicado.

E isso está embarcado em produtos. Cada vez mais, o Google deve lançar gadgets novos para demonstrar como seus aplicativos e sistemas operacionais devem funcionar e também depender menos de grandes fabricantes, como a Samsung, que investem em sistemas operacionais próprios, como o Tizen.

Para ter um exemplo de como esse é um caminho sem volta, a empresa apresentou números: 55 milhões de Chromecasts vendidos no mundo inteiro.

Tal sucesso levou ao problema comum da falta de estoque. O Google ainda não é uma potência industrial e como resultado, o Google Pixel está sempre em falta. O apresentador até brincou com o fato: "O Pixel foi excelente. Só queria que tivéssemos mais unidades para vender."

Google Home e Mini

O primeiro produto a ser anunciado nesse evento foi o novo Google Home. A primeira versão do Home será lançada no Japão semana que vem. O software do Home também receberá atualizações: agora você pode simplesmente falar para ele ligar para alguém e ele fará isso, usando o seu número mesmo. Esse é o maior avanço em termos de ligações desde a agenda dos primeiros celulares e a ligação direta com um toque.

Mas a novidade é o Google Home Mini, que já havia vazado. É mais barato que a versão grande, e a equipe de design diz ter se esforçado para fazer algo bonito, que fica bem em qualquer ambiente.

"Radicalmente útil"

Parece até um travesseiro

Parece até um travesseiro

Reprodução/TechCrunch

Ele é menor e mais redondinho que o original, e vem em três cores: vermelho, cinza e preto. O produto será vendido por 49 dólares (ou 156 reais) nos EUA e já abriu as pré-vendas hoje.

A nova plataforma Home também está mais ligada à casa. Além da parceria com marcas de produtos para smart homes, agora você pode simplesmente falar "Cadê meu celular?" e o Home vai te ouvir e fazer seu celular tocar loucamente, mesmo se ele estiver no modo silencioso. Já se você tiver um iPhone, ele receberá uma ligação, o que não é tão eficiente, mas pode servir.

Como o nome deixa claro, o Mini é uma versão econômica do assistente caseiro do Google, que se conecta com os outros sistemas da empresa e reconhece a voz de diferentes usuários que moram na mesma casa.

A ideia é poder controlar smartphones, câmeras, TVs inteligentes e controles de temperatura com o mesmo dispositivo. No mercado americano, europeu e japonês, existem ainda outra gama de dispositivos que se conectam com o Home: chaves inteligentes, sistemas de vigilância e relógios. Todos eles conversam.

Um dos exemplos dados é um usuário dando boa noite ao Google Home e todo o sistema de segurança inteligente da casa ser ativado, luzes diminuídas — o assistente ainda repassa o calendário do dia seguinte para o usuário.

Há ainda funcionalidades exclusivas para crianças que podem ser controladas pelos pais e uma função de ligações gratuitas para qualquer telefone nos Estados Unidos e Canadá.

O Google Home Mini já está em pré-venda e estará disponível no próximo dia 19, nos sete países onde o sistema está disponível: Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, França, Austrália, Alemanha e Japão.

Home Max

O Max nem parece um produto da linha Home

O Max nem parece um produto da linha Home

Reprodução/TechCrunch

O Google Home Max é um Google Home com um alto-falante 20 vezes mais potente que o Google Home original. E ele não é só mais alto, mas também tem ajustes acústicos baseados numa tecnologia chamada SmartSound — o som se ajusta dependendo do lugar onde o alto-falante está.

O foco aqui é em música. É um aparelho bem mais robusto que a versão anterior e mais interessante para famílias (e casas) maiores.

O preço sai por US$ 400 (R$ 1.250) e será lançado nos mesmos países do Home Mini.

Pixelbook

O Google Pixelbook é o notebook que "muitos" esperavam. Mas antes de ficar feliz, você deve saber que é um produto de nicho. Um aparelho poderosíssimo que roda um sistema operacional móvel que até outro dia era baseado em navegador.

Mas o hardware é uma maravilha. São 990 gramas, dobradiças em 360 graus que formam o que o Google chamou de design 4 em 1, o que resume as quatro posições principais para consumir conteúdo ou ser produtivo no aparelho, seja em formato notebook, tablet, com ele em pé formando um V (ideal para ver receitas) ou com a tela inclinada, apoiada sobre o teclado (para ver filmes e séries deitado na cama). A tela de 12,5 polegadas tem multitouch e tem suporte a caneta, a Pixel Pen, vendida por US$ 99 (R$ 309).

A traseira também é de vidro e o carregador é o novo padrão USB-C. Ele terá modelos com processadores Core i5 ou i7 e armazenamento que começa em 128GB de SSD até 512GB, tudo isso com 16GB de RAM. Isso é importante porque o Chrome OS está cada vez mais similar com o Android e receberá apps do sistema operacional móvel do Google, o que exige espaço e poder de processamento.

A importância de tal aparelho-modelo depende muito do desempenho e evolução do Chrome OS e ainda é cedo para dizer que o aparelho vale os US$ 999 (R$ 3.120) dele, mas é um fato que o Google entrou de vez na guerra dos notebooks com um aparelho robusto que pode caminhar com as próprias pernas. Também não se sabe se ele chegarão ao Brasil.

Tem função até cansar de ler

Tem função até cansar de ler

Divulgação/Google

Pixel 2

E chegamos a grande estrela do evento. O Pixel 2 é o telefone modelo do Google e a casa perfeita para o Android brilhar. Por fora ele é igual à geração anterior: vidro brilhante na traseira, logo acima do sensor de impressões digitais, que o Google afirma ser o mais rápido do mercado — o que é impressionante se for verdade, uma vez que o sensor do Moto G4 Plus, por exemplo, é extremamente rápido. A grande mudança é com o modelo maior do Pixel XL, que agora tem 6 polegadas, meia polegada a mais que a geração XL anterior.

Ele vem com Google Assistente e também pode carregar outro dispositivo com o próprio conector dele. O Pixel também promete fazer bonito nas câmeras. A briga aqui é pelo topo do ranking das melhores câmeras de celulares do planeta e segundo a empresa o Pixel 2 alcançou uma imponente nota 98 no índice do site DxOMark, o mais famoso do mundo quando é esse tipo de análise. São nove pontos a mais que o primeiro Pixel e quatro acima do iPhone 8, que estava no topo. São 12 MP de abertura e estabilização digital e ótica que impressionou na demonstração.

O modelo vem com 4GB de RAM, e baterias de 2.700 mAh (Pixel 2) e 3.520 mAh (Pixel 2 XL), além do novíssimo Android 8.0 Oreo.

O aparelho já está em pré-venda em seis países (Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Índia, Reino Unido e Austrália), por US$ 649 no modelo comum de 64GB (mais 100 dólares e a capacidade dobra, e aqui a capacidade é importante por ele não ter entrada para cartões microSD) e US$ 849 no modelo XL.

Quem comprar o aparelho ganha espaço ilimitado no Google Photos, inclusive para fotos em altíssima resolução.

* Victor Fermino é estagiário do R7.

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