Heroína da Nasa Katherine Johnson morre aos 101 anos

Katherine recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade do ex-presidente Barack Obama por seu trabalho pioneiro na agência espacial americana 

Katherine recebendo a Medalha Presidencial da Liberdade do ex-presidente Barack Obama

Katherine recebendo a Medalha Presidencial da Liberdade do ex-presidente Barack Obama

Reuters Carlos Barria/Reuters

Katherine Johnson, a mulher negra cuja genialidade em matemática a levou de um cargo atrás dos holofotes em uma Nasa segregada a um papel determinante no envio de humanos para a Lua, morreu nesta segunda-feira aos 101 anos, disse a Nasa.

"Nossa família Nasa está triste ao saber da notícia de que Katherine Johnson faleceu esta manhã aos 101 anos", escreveu no Twitter o administrador da Nasa Jim Bridenstine. "Ela foi uma heroína da América e seu legado pioneiro nunca será esquecido."

Katherine recebeu a Medalha Presidencial da Liberdade do ex-presidente Barack Obama em 2015 e em 2016 ele a citou em seu discurso do Estado da União como um exemplo de espírito da descoberta da América.

Trabalho pioneiro na Nasa

Johnson e suas colegas negras na Nasa eram conhecidas como "computadores" quando esse termo foi usado não para um aparelho de programação eletrônica, mas para uma pessoa que fazia cálculos.

Elas foram pouco conhecidas do público por décadas mas ganharam reconhecimento quando o livro "Hidden Figures" foi publicado e o filme de mesmo nome -Estrelas Além do Tempo em português- chegou às telas e foi indicado ao Oscar de 2016

Katherine teve uma carreira de 33 anos com a agência espacial, trabalhando nas missões Mercury e Apollo, incluindo o primeiro pouso na Lua em 1969 e os primeiros anos do programa do ônibus espacial.

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