Tecnologia e Ciência Levantamento do IBGE mostra que 75% dos brasileiros possuem celular para uso pessoal

Levantamento do IBGE mostra que 75% dos brasileiros possuem celular para uso pessoal

A Pnad 2013 levantou dados sobre a telefonia móvel e fixa no Brasil

O número de domicílios com acesso apenas a celulares apresentou crescimento de 5,6% no País

O número de domicílios com acesso apenas a celulares apresentou crescimento de 5,6% no País

Reprodução/Flickr/mlazarevski

Os celulares estão cada vez mais assumindo o papel de aparelho principal para a comunicação dos brasileiros. De acordo com o IBGE, 130 milhões de pessoas com mais de 10 anos possuem acesso à telefonia móvel no Brasil em 2013. Isso equivale a 75,5% da população residente no Brasil e um crescimento de 5,1% em relação ao ano passado. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada nesta quinta-feira (18).

A região com o maior número de usuários é o Sudeste, com 58 milhões de pessoas que possuem um celular. A segunda região com a maior quantidade é o Nordeste, com 31 milhões. A faixa etária com o maior número de donos de celulares é a de pessoas entre 30 e 39 anos, com 27 milhões de usuários com essas idades, um índice de 21,2% do total de usuários. Em seguida, a segunda maior quantidade de usuários de linhas móveis é de 40 a 49 anos, atingindo os 22 milhões, ou seja, 17,3%.

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Em relação ao gênero, em 2013 as mulheres eram a maioria dos usuários de celulares. Enquanto 68 milhões de mulheres são donas de um telefone móvel, 62 milhões de homens possuem uma linha móvel. A região do País com o maior número de usuários de acordo com seu gênero também foi o Sudeste.

Fixo atinge mais brasileiros que o celular

Fixo atinge mais brasileiros que o celular

Reprodução/Flickr/hmoong

Celular substitui o fixo

O telefone fixo, apesar de muitas residências terem deixado de utilizá-lo, teve um aumento na sua presença nas casas brasileiras. Entre 2012 para 2013, houve um crescimento de 3,8%, o equivalente a 2,2 milhões de novos domicílios com acesso a esse serviço no Brasil. Após este avanço, a pesquisa registrou que 92,7% dos domicílios pesquisados possuíam algum tipo de serviço de telefonia.

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Dos 92,7% dos domicílios que possuem uma linha de telefone fixa, 1,8 milhão de residências possuíam somente esse tipo de telefonia, um resultado de 2,7% do total de domicílios investigados. Este índice é 5,6% inferior ao registrado em 2012. Isso mostra que algumas famílias têm trocado definitivamente o telefone fixo pelos celulares.

O Pnad também analisou a questão da substituição das linhas fixas pelas móveis: o número de domicílios com acesso apenas a celulares apresentou crescimento de 5,6% no País, um aumento equivalente a 1,8 milhão de unidades de 2012 para 2013. A mudança mais expressiva foi vista na região Centro-Oeste, onde 62% dos domicílios contam apenas com a telefonia móvel.

Bens duráveis

A análise socioeconômica do Pnad levou em consideração a posse de bens duráveis nos domicílios brasileiros. Em 2013, a proporção de domicílios que apresentaram fogão (98,8%) e televisão (97,2%) manteve-se a mesma em relação a 2012. O crescimento do número das máquinas de lavar foi de 7,8% nas unidades domiciliares, alcançando uma proporção de 58,3% no País.

Outro dado também levantado pelo Pnad foi a presença de microcomputadores nos domicílios brasileiros. Microcomputadores são os computadores comuns utilizados pelos usuários, com um desktop, CPU, mouse e teclado.A pesquisa mostrou crescimento de 8,8% nos domicílios com presença de microcomputadores, com destaque para a Região Nordeste, que registrou crescimento de 14%, com 686,6 mil novos domicílios.

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Desses microcomputadores, 28 milhões têm acesso à internet. A região Sul foi a que apresentou 14,7% de crescimento no número de computadores com acesso à web, alcançando 50% das unidades domiciliares, o maior índice do País.

Sobre a pesquisa

Criada em 1967, a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) investiga características socioeconômicas e demográficas, como as características da população, de educação, trabalho, rendimento, habitação, migração, fecundidade, nupcialidade, saúde, segurança alimentar, entre outros temas.

Os dados foram coletados no período entre 28 de setembro de 2011 a 29 de setembro de 2012, para a pesquisa de 2012, e de 27 de setembro de 2012 a 28 de setembro de 2013, para a pesquisa de 2013.

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