Tecnologia e Ciência Mais de 60 milhões de brasileiros foram alvo de cibercrimes em 2017

Mais de 60 milhões de brasileiros foram alvo de cibercrimes em 2017

Relatório aponta perdas de R$ 69 bilhões com ataques cibernéticos e identifica falha de usuários com sua segurança online

Mais de 60 milhões de brasileiros foram alvo de cibercrime em 2017

No mundo, 44% das pessoas foi impactada por ataques do tipo

No mundo, 44% das pessoas foi impactada por ataques do tipo

Thinkstock

Um relatório da empresa de segurança digital Symantec apontou que cerca de 62 milhões de brasileiros foram alvo de algum tipo de ciberataque em 2017. O número representa mais de 60% da população conectada do país. Os ataques no Brasil geraram um prejuízo estimado de R$ 69 bilhões (US$ 22 bilhões) no ano passado, número menor apenas que as perdas na China, de R$ 208 bilhões (US$ 66,2 bilhões), com uma população conectada de mais de 750 milhões de pessoas.

Entre os ataques, o que mais se destaca são as infecções por vírus ou malware em algum dispositivo possuído pela vítima, seguido de uma conta que foi comprometida por roubos de senhas e fraudes financeiras.

Essa é mais uma mostra de como os cibercriminosos brasileiros estão se profissionalizando.

O relatório, intitulado Norton Cyber Security Insights Report 2017, também identificou hábitos que comprometem a segurança da vida online dos brasileiros: 59% dos entrevistados pela empresa afirmaram que compartilham senhas, enquanto 34% as escreve em pedaços de papel e 24% usam a mesma senha em todas as contas online. Outros 19% não contam com qualquer proteção contra vírus e malware em seus dispositivos.

No mundo

Os números globais não são muito melhores. Dos 20 países analisados pela empresa, com três bilhões de habitantes, 44% das pessoas foi afetada pelo cibercrime de alguma forma, com um prejuízo estimado de R$ 538 bilhões (US$ 172 bilhões).

A empresa também apontou que existem problemas na forma como as pessoas encaram a importância de seus dados online. Cerca de 22% dos entrevistados ainda acham que ter suas identidades digitais roubadas não é tão grave quanto seus dados na "vida real".