Tecnologia e Ciência 'Nada é armazenado', diz criador de site que confirma dados vazados

'Nada é armazenado', diz criador de site que confirma dados vazados

Plataforma usa o CPF e a data de nascimento de quem faz a busca para comparar com banco de dados e identificar vulnerabilidades

Resumindo a Notícia

  • Site mostra se os dados de uma pessoa foram vazados
  • O site foi ao ar dias após o grande vazamento de dados
  • O desenvolvedor afirma que a plataforma é segura
  • A pessoa precisa informar o CPF e a data de nascimento no site
Site solicita CPF e data de nascimento para fazer a busca

Site solicita CPF e data de nascimento para fazer a busca

Freepik

Nas últimas semanas, foi revelado um vazamento de dados de mais de 223 milhões de brasileiros, incluindo de indivíduos que já morreram. Diante deste cenário, as pessoas começaram a buscar por sites que informam se suas informações pessoais foram vazadas.

E um dos sites que está em evidência por conseguir mostrar se os dados de alguém foram realmente divulgados é o "FuiVazado!". Nele, ao informar o CPF e a data de nascimento, a pessoa descobre se teve suas informações vazadas e quais delas estão circulando pela internet, como e-mail, telefone, endereço, renda e estado civil.

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O desenvolvedor do site, Allan Fernando Moraes, 19 anos, afirma que as informações apresentadas na plataforma foram recolhidas do vazamento das últimas semanas. “A pessoa que vazou os dados deixou disponível para download uma tabela informando quais deles estavam disponíveis para venda, e é com base nessa tabela que o site sabe quais dados vazaram”, destaca.

Contudo, após algumas horas, o site que foi ao ar na última quinta-feira (28) começou a levantar suspeitas de internautas, que disseram que o site poderia também estar coletando o CPF e a data de nascimento de quem faz a pesquisa nele. Mas o desenvolvedor destaca que não faz o armazenamento destes dados.

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“Os dados inseridos na busca são apenas comparados com a base do vazamento, nada é armazenado. Eu nem consigo, por exemplo, contar quantas pessoas já fizeram a busca, pois não tenho esse número salvo”, ressalta Moraes.

Também sobre a segurança do endereço, o desenvolvedor destaca que o site usa HTTPS, o que faz com que a comunicação entre o servidor e o computador do usuário seja criptografada, apresentando mais uma camada de segurança. “Além disso, código fonte do site já foi liberado para quem tinha dúvidas sobre o funcionamento dele”, afirma.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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