Não brinque com a Momo! Seus dados pessoais podem ser roubados

Circula pelas redes sociais um número de celulares de um monstro ou fantasma que supostamente sabe detalhes da vida de todo mundo

Brincadeira da Momo

Imagem do perfil que viralizou na Internet

Imagem do perfil que viralizou na Internet

Reprodução

Um número de celular com o código do Japão, uma figura sinistra na foto de perfil do WhatsApp e a habilidade de saber informações particulares de todo mundo. Esses são os elementos que fizeram a fama da Momo, uma brincadeira que está movimentando a internet há dias.

A Momo pode ser mais do que uma experiência assustadora pelo celular. Dados pessoais podem ser roubados a partir da tentativa de estabelecer uma conversa pelo aplicativo de mensagens. A estratégia usada pelos criadores da Momo para provocar espanto é conhecida como engenharia social.

"A engenharia social é uma forma de induzir alguém a compartilhar informações particulares mesmo sem perceber", explica Emilio Simoni, diretor do dfndr lab.

Não é preciso ser nenhum fantasma ou monstro aterrorizante para obter informações de qualquer um na internet. Ao iniciar uma conversa com um número desconhecido pelo WhatsApp, o outro usuário tem acesso ao nome, sobrenome e à foto de perfil.

"A Momo é uma nova lenda urbana. As pessoas recebem na conversa os dados que estão abertos em suas próprias contas nas redes sociais. O número de celular, por exemplo, pode estar vinculado ao perfil no Facebook", explica Simoni.

O golpe da Momo

Após a viralização de toda essa história, golpistas estão usando a Momo para atrair novas vítimas. Segundo o dfndr lab, as pessoas estão sendo convencidas a clicar em links falsos ou baixar aplicativos espiões ao tentarem contato com o perfil misterioso. A consequência disso é ter a privacidade invadida por terceiros.

"Inicialmente, números de outros países eram usados na brincadeira, mas já foram identificados até números no Brasil. O ideal é não se expor aos riscos e bloquear qualquer número desconhecido", aconselha Simoni.

Fake news

Nesta semana, também foram identificadas fake news relacionadas ao assunto. As notícias de que uma menina cometeu suicídio por causa da Momo e de que o celular é infectado automaticamente ao salvar o número são mentiras. O dfndr lab identificou mais de 40 mil compartilhamentos dessas informação falsa.

O WhatsApp não tem um posicionamento oficial sobre a Momo, mas orienta os usuários a não clicarem em links que não conhecem a procedência, não passarem nenhuma informação pessoal e evitar contato com números desconhecidos.

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