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Óculos holográficos: a nova moda da tecnologia vestível?

Microsoft pegou a todos de surpresa após lançar óculos de realidade aumentada

Tecnologia e Ciência|Do R7*

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Durante um evento sobre os lançamentos da Microsoft na última quarta (21), nos Estados Unidos, a empresa fundada por Bill Gates impressionou a todos ao anunciar o projeto do HoloLens, os óculos holográficos que prometem revolucionar a maneira como a tecnologia vestível lida com o mundo virtual.

O HoloLens, ao contrário do Google Glass e o Sony HourGlass, não projeta imagens no vidro dos óculos, nem reconhece comandos apenas pela voz e o movimento dos olhos. Ele promete uma abordagem diferenciada: com ele, todas as imagens serão projetadas na nossa realidade, ao alcance dos olhos. Será possível projetar um objeto virtual em cima da mesa da sua casa, por exemplo.


De acordo com a Microsoft, o principal objetivo do HoloLens é oferecer a realidade aumentada, uma experiência em que o mundo em que vivemos, junto a tecnologia, poderá oferecer muito mais possibilidades às pessoas. É um jeito novo em que poderemos lidar com a tecnologia vestível.

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Para Brian Blau, diretor de pesquisa da Gartner, a interpretação da Microsoft de como os óculos inteligentes funcionarão nos próximos anos é inovadora, e isso será importante para diferenciar as tecnologias vestíveis entre si.

— A Microsoft criou um aparelho que é inteligente assim como o Google Glass e o Sony HourGlass, mas com uma abordagem diferente. A tendência é que no futuro existam diferentes tipos de tecnologia vestível disponíveis, cada uma mais adequada para o uso de diferentes indivíduos. Além disso, o sucesso de cada um desses modelos também dependerá da experiência que eles oferecem ao usuário.


Funcionamento

De acordo com o relato feito por um repórter do The New York Times que esteve no lançamento e teve a oportunidade de “brincar” com o HoloLens, é possível utilizar objetos da realidade no mundo virtual. Se você usar um martelo virtual para amassar um objeto real, os óculos reconhecem esse movimento e a projeção finge estar destruindo a realidade.


Uma possibilidade apresentada pela Microsoft durante a demonstração é uma realidade aumentada que insere o usuário em Marte. A partir de uma parceria da empresa fundada por Bill Gates e a Nasa, os desenvolvedores do HoloLens utilizaram fotos reais do Planeta Vermelho para que o holograma fosse o mais real possível.

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Além disso, a Microsoft criou um programa chamado Holo Studio, em que o usuário pode criar objetos virtuais, como um foguete de brinquedo, por exemplo, e imprimir seus projetos em uma impressora 3D.

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Diretores da Microsoft afirmaram que o projeto HoloLens ainda tem muito a ser desenvolvido, mas resultado é promissor

E o Google Glass?

A ideia de pessoas interagirem com a tecnologia a partir de um óculos já existe há anos, mas o Google foi a primeira empresa a colocar a teoria em prática ao lançar o Google Glass.

O que era para ser um “estouro” acabou sendo um fiasco: poucas pessoas acabaram adquirindo o aparelho, e muitos apontaram a falta de uma real utilidade para o dia a dia. A empresa anunciou recentemente que deixou de comercializar os smartglasses por tempo indeterminado para investir em um modelo mais avançado.

A Microsoft, apesar de atrasada no mercado de vestíveis, parece ter feito a lição de casa e só pretende lançar o HoloLens após os desenvolvedores terem criado soluções para o óculos holográfico. Os APIs, os códigos de desenvolvimento para o dispositivo, já foram disponibilizados para as grandes companhias de tecnologia.

Brian Blau afirma que isso não significa, entretanto, que as empresas irão investir seu tempo e dinheiro nessa tecnologia.

— A tecnologia imersiva ainda é muito recente e ainda não sabemos como ela poderá ser aplicada. Antes que as grandes empresas invistam nisso, os gadgets precisam ir para o mercado para que os desenvolvedores entendam o que os usuários esperam desses dispositivos e, a partir disso, criem aplicativos úteis e intuitivos. Essa foi a estratégia do Google.

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De qualquer maneira, a maioria dos especialistas de tecnologia, incluindo o diretor de pesquisa da Gartner, acredita que ainda é muito cedo para dizer se o HoloLens realmente trará um novo viés ao mercado de tecnologia vestível.

— O futuro da tecnologia não é a ausência de telas, e sim o uso de duas telas: a digital e a realidade. Cada vez mais a tecnologia invadirá o mundo ao nosso redor e os óculos inteligentes farão parte disso.

Por isso, nos resta esperar para ver como os hologramas do HoloLens serão utilizados e se o novo projeto da Microsoft realmente trará uma experiência diferenciada para os usuários.

* Colaborou Isabella Santoro, estagiária do R7

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