Tecnologia e Ciência ONU lança jogo para conscientizar sobre crise climática no planeta

ONU lança jogo para conscientizar sobre crise climática no planeta

Jogadores deve decidir que medidas adotar para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 graus Celsius

Game pretende conscientizar as pessoas sobre o perigo da crise climática

Game pretende conscientizar as pessoas sobre o perigo da crise climática

Reprodução

Um jogo para smartphones é a nova aposta da ONU para saber as opiniões das pessoas sobre como agir diante da crise climática.

"Mission 1.5", apresentado na quinta-feira (13), em Nova York, coloca os jogadores na pele de um político que deve decidir que medidas adotar para manter o aquecimento global abaixo de 1,5 graus Celsius.

O game pretende, simultaneamente, conscientizar a população sobre o perigo da crise climática e coletar informações sobre as possíveis políticas para combatê-la.

De acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), responsável pela iniciativa, o objetivo é desenvolver a maior pesquisa em nível global sobre a ação climática.

Além de tomarem as próprias decisões no jogo, os usuários poderão votar sobre quais consideram ser as medidas mais urgentes. Os dados serão analisados pela Universidade de Oxford, e o PNUD se encarregará de transmiti-los a governos do mundo todo para que levem em conta essas informações ao formularem políticas.

O jogo esta disponível inicialmente em seis idiomas (espanhol, inglês, árabe, mandarim, francês e russo) e, segundo o PNUD, tem um alcance potencial de 4,4 bilhões de pessoas. Versões em outros idiomas devem ser disponibilizadas nas próximas semanas.

A versão beta do jogo foi testada em setembro do ano passado no Reino Unido, onde em quatro semanas quase 1,25 bilhão de usuários votaram sobre quais ações climáticas tomariam.

"Com esta campanha, temos a capacidade de conectar milhões de pessoas e governos em uma inovadora conversa bidirecional sobre soluções para a crise climática", comentou o chefe do PNUD, Achim Steiner.

Segundo Steiner, o projeto permitirá "aumentar a ambição" para a próxima Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP26), que será realizada no fim deste ano em Glasgow, na Escócia.

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