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Quanto custa uma viagem até a Lua? Entenda os valores da corrida espacial

Após mais de 50 anos, Nasa lançou a missão Artemis II nesta quarta-feira (1º)

Tecnologia e Ciência|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Programa Artemis tem um custo estimado de US$ 100 bilhões para levar humanos de volta à Lua.
  • Entre 1969 e 1972, a Nasa gastou cerca de US$ 20 bilhões no Programa Apollo, valor que atualizado chega a US$ 150-170 bilhões.
  • A exploração lunar visa criar uma base espacial e possibilitar futuras missões a Marte, além de explorar recursos minerais raros na Lua.
  • A corrida espacial envolve a competição com a China, que planeja enviar um taikonauta à Lua em 2030.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A missão Artemis II da NASA , que prevê um sobrevoo lunar e é composta pelo foguete Space Launch System (SLS) com a cápsula tripulada Orion, decola do Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, Flórida, EUA,
Missão Artemis II durará aproximadamente 10 dias Joe Skipper/Reuters - 01.04.2026

O Programa Artemis, que pretende levar seres humanos de volta à Lua depois de um intervalo de mais de 50 anos, deve alcançar um custo total de US$ 100 bilhões (algo em torno de R$ 530 bilhões).

A estimativa é baseada em relatório da própria Nasa, com previsões de orçamento até 2025, e de orçamentos anunciados pela Casa Branca até 2030.


O valor inclui o desenvolvimento do foguete SLS (Space Launch System), da cápsula Órion e de toda a infraestrutura dos lançamentos do programa.

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De acordo com as estimativas da Nasa, US$ 40 bilhões já haviam sido gastos até 2020 e outros US$ 53 bilhões estavam previstos para os cinco anos seguintes.


Além disso, um pedido orçamentário da Casa Branca prevê para este ano um valor de US$ 8,3 bilhões para a área da exploração espacial relacionada à Lua e a Marte.

Entre 1969 e 1972, a Nasa levou 12 astronautas à Lua como parte do Programa Apollo.


Segundo um artigo publicado na Space Next 50 a agência espacial teria gastado US$ 20 bilhões ao longo do programa — um total que, reajustado para valores atuais, ficaria em algo entre US$ 150 bilhões e US$ 170 bilhões. O alto valor do programa, aliás, foi um dos motivos que levaram à sua extinção.

Mas por que retomá-lo agora? Do ponto de vista científico, o objetivo é voltar à Lua para criar uma base espacial e, a partir de lá, enviar astronautas a Marte ainda na próxima década.


Do ponto de vista econômico, entretanto, voltar à Lua agora faz mais sentido do que no passado, a partir da constatação da presença de muitos minerais raros no satélite terrestre e do desenvolvimento de tecnologia para minerá-los.

É o caso, por exemplo do Hélio 3, um isótopo raro na Terra, mas abundante na Lua. A substância é vista como o combustível do futuro devido ao seu potencial para reatores de fusão nuclear limpa, segura e praticamente ilimitada.

A rigor, a Lua não pertence a ninguém, mas quem conseguir chegar por lá primeiro, certamente terá a primazia na exploração. Não por acaso, a China entrou na corrida espacial, prometendo levar um taikonauta ao satélite em 2030.

Mais do que levar o ser humano de volta ao satélite natural, as missões Artemis têm o objetivo de garantir a superioridade dos EUA na exploração espacial, em meio a uma disputa com a China.

‘Era de ouro para a ciência’

Após o lançamento da missão Artemis II, o administrador da Nasa, Jared Isaacman, destacou que o objetivo da agência é testar os sistemas da espaçonave Órion e do foguete SLS de olho em futuras missões.

“Nenhum ser humano jamais voou nesta nave. Estamos realizando testes rigorosos para garantir que tudo esteja em ordem. Ela abrirá caminho para missões subsequentes e uma era de ouro para a ciência e as descobertas”, disse à Nasa TV.

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