Saiba como proteger crianças de criminosos na internet

Uso de equipamentos eletrônicos por internautas muito jovens pode ser uma brecha para a ação de cibercriminosos e até de pedófilos

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Uso de celulares, tablets e computadores deve ser acompanhado de um adulto

Uso de celulares, tablets e computadores deve ser acompanhado de um adulto

Pixabay

A tecnologia está tão presente no dia a dia das crianças quanto na vida de adultos e adolescentes. As habilidades para usar celulares, tablets e computadores são desenvolvidas desde muito cedo e com isso surgem brechas para a ação de cibercriminosos e até de pedófilos.

“O cérebro da criança ainda está em desenvolvimento e não tem condição de tomar decisões complexas ou de ter o controle total das suas atitudes. Por isso, os pais precisam monitorar o uso de equipamentos eletrônicos”, diz a psicopedagoga Ivone Regina Scatolin Serra.

Não existe um consenso sobre a idade ideal para começar a ter contato com a tecnologia. Ivone aconselha que os pais entreguem eletrônicos para os filhos a partir dos 13 anos e ainda que saibam os logins e senhas usados na internet.

“Os pais precisam acompanhar de perto o uso da rede pelas crianças, porque os riscos são grandes, como ciberbullying, pedofilia, assédio e roubo de informações pessoais”, explica a psicopedagogia.

A ação de cibercriminosos pode acontecer até mesmo em jogos online ou mesmo em aplicativos oficiais de rede sociais.

"O criminoso pode usar um perfil falso para simular ser um usuário jovem e assim conquistar a confiança da vítima. As crianças podem não ver maldade em determinadas aproximações e por isso são alvos fáceis", explica Daniel Barbosa, especialista em segurança da informação da ESET, empresa de cibersegurança.

Algumas plataformas oferecem recursos próprios que ajudam pais e responsáveis a saberem quais conteúdos estão sendo consumidos pelas crianças e também bloquear determinados acessos. Essa é uma das maneiras de proteger as crianças, mas não deve ser a única. 

O especialista em segurança digital afirma que as crianças precisam ser orientadas sobre os riscos que estão correndo na rede. Assim, elas podem identificar algo que está errado e reportar para um adulto. Caso contrário, pode acontecer o envio de informações pessoais, fotos e dados bancários de familiares, por exemplo.

Ao identificar qualquer crime virtual, é necessário reunir o maior número de provas para ajudar nas investigações e também a identificar o autor.

"A primeira medida é preservar a conversa ou a postagem feita na rede social em um print. Além disso, é necessário copiar a URL, o endereço, do perfil do suspeito e da publicação. Em seguida, esse material deve ser levado até uma delegacia para fazer um boletim de ocorrência", orienta Leonardo Magalhães Avelar, advogado criminalista do escritório Cascione.

Além da pedofilia, outros crimes comuns na internet são estelionato e crime contra a honra, como calúnia, difamação e injúria.