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Utilização de IA em câmeras de segurança é um ‘caminho sem volta’, afirma especialista

Sistemas de monitoramento de trânsito começaram a contar com a tecnologia para identificar com precisão infrações de condutores

Tecnologia e Ciência|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Agentes de trânsito no nordeste de São Paulo começaram a utilizar câmeras com inteligência artificial para monitorar infrações de motoristas.
  • O uso da tecnologia elevou as autuações diárias de 30 para cerca de 350 infrações.
  • O especialista Arthur Igreja afirma que a IA na fiscalização marcará um novo comportamento dos condutores, semelhante ao impacto dos radares nos anos 90.
  • Há necessidade de debates sobre o uso responsável da tecnologia em locais públicos e o manejo de dados dos cidadãos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Agentes de trânsito começaram a utilizar câmeras com inteligência artificial para monitorar imprudências de motoristas em estradas do nordeste do estado de São Paulo. O uso da tecnologia resultou em um aumento significativo das autuações diárias feitas pela polícia, que passaram de 30 infrações por dia para cerca de 350.

Para Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, o uso da IA na fiscalização de rodovias será um novo direcionamento para o comportamento dos condutores, assim como os primeiros radares foram nos anos 90.


Câmera de trânsito branca fixada em um poste com o céu azul de fundo
Tecnologia está presente também em câmeras de monitoramento em cidades e lojas Reprodução/Record News

Em entrevista ao Conexão Record News desta terça-feira (17), o especialista pontua que, além das estradas, esse tipo de tecnologia será cada vez mais vista também em comércios.

“Então a lógica é a mesma, né? Nós tínhamos já muita informação, essas câmeras já estavam posicionadas, mas o que faltava era a capacidade de interpretar e identificar para esse volume, e que agora a IA vem certamente a um caminho sem volta”, comenta.


No entanto, Igreja ressalta que o uso da tecnologia em equipamentos de monitoramento ainda necessita de debates, principalmente em locais públicos, acerca dos dados e imagens dos cidadãos e como são armazenados e analisados. Ele compara os casos das câmeras de rua em Londres, que geraram protestos da população, e na China, que por ser uma atitude governamental, sofreu pouca resistência.

“Então eu acho que, como sempre, o que não é novo aqui é que a tecnologia traz uma possibilidade nova e aí é necessário o debate público para poder calibrar tudo isso”, finaliza o especialista.

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