Tecnologia e Ciência Veículo elétrico autônomo será enviado para explorar a Lua

Veículo elétrico autônomo será enviado para explorar a Lua

Modelo será projetado para enfrentar um terreno muito acidentado, baixa luminosidade e grande amplitude térmica

Veículo elétrico autônomo será usado em missões do programa Artemis da Nasa

Veículo elétrico autônomo será usado em missões do programa Artemis da Nasa

Divulgação/Lockheed Martin

Os veículos elétricos já são uma relidade em muitas cidades pelo mundo e agora um modelo com essa tecnologia poderá ir além da atmosfera e chegar à Lua em breve.

Uma parceria entre a GM (General Motors) e a fabricante de produtos espaciais  Lockheed Martin vai construir um modelo elétrico autônomo que será utilizado futuramente pela Nasa, agência espacial norte-americana, em missões espaciais.

A missão Apollo foi a que conseguiu ir mais longe ao percorrer uma distâncias de 6,5 km em solo lunar. Com o aumento da área que pode ser explorada com o veículo elétrico, novas pesquisas cietíficas poderão ser feitas.

“Esses conceitos de rover de próxima geração ampliarão drasticamente o alcance de exploração dos astronautas à medida que realizam investigações científicas de alta complexidade na Lua, o que acabará impactando a compreensão da humanidade sobre nosso lugar no sistema solar”, destacou Rick Ambrose, vice-presidente executivo da Lockheed Martin Space, em comunicado.

De acordo com as empresas, o objetivo é utilizar o veículo autônomo nas missões do programa Artemis da Nasa, que tem como objetivo realizar explorações cada vez mais complexas da superfície lunar.

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Tanto a GM como a Lockheed Martin sabem que navegar pela Lua é uma missão muito complicada até mesmo para um veículo off-road. Por isso, a construção do rover levará em conta tanto a superfície acidentada como o ambiente escuro e a grande amplitude térmica registrada no satélite natural da Terra.

“A maior diferença é que, quando você projeta um carro para a Lua, a força da gravidade é diferente e deve ser levada em consideração. Também existem variações extremas de temperatura e a radiação no espaço torna-se um desafio para os projetos”, afirmou Madhu Raghavan, gerente do Grupo de Pesquisa e Desenvolvimento Global da GM.

*Estagiário do R7 sob supervisão de Pablo Marques

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