Com preços oscilando, mercado de café enfrenta baixa liquidez em janeiro
Liquidez baixa e cautela travam negócios em janeiro.
Vanity Brasil|Do R7

O ano de 2026 começou com o freio de mão puxado para o agronegócio, especificamente para o setor cafeeiro. O mercado enfrenta um cenário de “pouca compra e pouca venda”, caracterizado por uma paralisia nas negociações e baixa liquidez. Segundo dados levantados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), tanto compradores quanto vendedores adotaram uma postura de extrema cautela nas primeiras semanas de janeiro.
O cenário é de um verdadeiro “cabo de guerra” silencioso. De um lado, os produtores rurais estão retraídos, evitando colocar grandes volumes à venda e limitando-se a negociar apenas o estritamente necessário para fazer caixa imediato. Do outro, os compradores também desapareceram ou estão relutantes em fechar negócios nos patamares atuais de preço.
Para o café do tipo Robusta, a situação é ainda mais peculiar. Mesmo com uma safra volumosa garantindo estoques cheios, os cafeicultores optaram por segurar as sacas nos armazéns. O motivo é a desvalorização acentuada que o grão sofreu ao longo de 2025, o que desestimula a venda imediata. Já no mercado de Arábica, a ausência de vendedores é o principal fator que limita a liquidez.
Especialistas do Cepea indicam que esse travamento é típico de inícios de ano incertos, onde o mercado testa a resistência dos preços. A expectativa do setor é que o dinamismo retorne gradualmente nas próximas semanas, à medida que a indústria exportadora retome seu ritmo normal e a necessidade de fluxo de caixa force novos acordos. Por enquanto, a ordem no campo é esperar.














