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Desinformação e desigualdade afetam a saúde financeira feminina

A educação financeira para mulheres emerge como um tema crucial diante de um cenário de desinformação e desigualdade de gênero que...

Vanity Brasil|Do R7

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Créditos: Foto/Divulgação Vanity Brasil - Business

A educação financeira para mulheres emerge como um tema crucial diante de um cenário de desinformação e desigualdade de gênero que projeta incertezas sobre o futuro feminino. A discussão ganhou destaque em um seminário online recente, aprofundando o impacto da menopausa na vida financeira, abordado anteriormente.

O panorama se mostra desafiador ao elencar as principais adversidades enfrentadas pelas mulheres:


Desigualdade salarial: As pensões de aposentadoria para mulheres são significativamente menores, variando entre 30% e 40% abaixo das dos homens.

Interrupções na carreira: Pausas para cuidar dos filhos ou de familiares podem superar dois anos, dificultando a ascensão profissional e impactando a remuneração futura.


Expectativa de vida e custos de saúde: Globalmente, mulheres vivem, em média, 2,5 anos a mais que homens aos 65 anos, implicando maiores gastos com saúde e menor probabilidade de ter um cônjuge para compartilhar despesas.

Joanne Yoong, pesquisadora da University of South California, ressalta que a maioria dos programas de educação financeira foca em mulheres jovens. Ela argumenta que as mulheres mais velhas também deveriam ser uma prioridade. Yoong citou uma iniciativa de 2008 em Singapura, Malásia e Indonésia, onde mulheres de baixa renda, entre 40 e 59 anos, participaram de 12 sessões semanais sobre orçamento, poupança, endividamento, investimentos e negociação. Dez anos após a experiência, as participantes relataram sentir menos estresse em relação ao futuro.


Corroborando a necessidade de atenção, Cindy Cox-Roman, presidente da HelpAge, instituição internacional que apoia idosos, apresentou o The Understanding America Study, um levantamento com 10 mil entrevistas. Segundo Cox-Roman, além de pouca confiança na administração de seus recursos, as mulheres frequentemente sentem vergonha de discutir o assunto. “Elas podem até controlar o orçamento, mas não são preparadas para investir com segurança”, afirmou. A pesquisa indicou que menos de 30% das mulheres se sentem tranquilas quanto ao futuro financeiro, percentual que cai para 19% entre as afrodescendentes.

A baixa proficiência em educação financeira é evidenciada pelo S&P Global FinLit Survey, um teste aplicado em mais de 140 países. A pesquisa revela que apenas 35% dos homens e 30% das mulheres dominam noções básicas para lidar com dinheiro. Abaixo, reproduzimos as quatro questões do teste:


1. Supondo que você tem alguma reserva financeira, o que é mais seguro fazer?
A) Aplicar em um investimento
B) Aplicar em diversos investimentos
C) Não sabe

2. Imagine que, nos próximos dez anos, os preços dos artigos que você compra dobrem. Se sua renda também dobrar, você:
A) Comprará menos do que hoje em dia
B) Comprará mais do que hoje
C) Comprará a mesma quantidade
D) Não sabe

3. Se você fizer um empréstimo de 100 reais, qual o menor valor para pagar a dívida?
A) R$ 105
B) R$ 100 mais 3%
C) Não sabe

4. Se sua poupança estiver no banco por dois anos e a instituição remunerar essa quantia em 15% ao ano, o banco vai depositar mais dinheiro em sua conta no segundo ano do que no primeiro ou será o mesmo valor?
A) Mais
B) O mesmo valor
C) Não sabe

5. Esta é uma variante da pergunta 4: suponha que você tenha R$ 100 investidos e que o banco remunere tal valor em 10% ao ano. Se não fizer nenhuma retirada, quanto terá depois de cinco anos?
A) Mais que R$ 150
B) R$ 150
C) Menos que R$ 150
D) Não sabe

Respostas corretas:
1B
2C
3B
4A
5A

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