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Dólar registra desvalorização global após movimento da China

Moeda americana enfraquece em mercados globais e no Brasil

Vanity Brasil|Do R7

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Créditos: Imagem/Divulgação Vanity Brasil - Business

O dólar registrou uma segunda-feira, 9 de fevereiro, de desvalorização em escala global, impactando diversos mercados financeiros. No Brasil, a moeda americana atingiu o menor valor em quase 21 meses, encerrando o dia em um patamar significativamente mais baixo.

A perda de força do dólar não é um fenômeno recente, mas a principal catalisadora para a queda acentuada nesta segunda-feira foi a notícia de que a China teria oficialmente recomendado a seus bancos a diminuição dos investimentos em títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Embora a medida seja inicialmente justificada como uma estratégia para diversificar riscos e evitar a concentração excessiva de ativos, o professor do Insper, Otto Nogami, aponta para uma motivação mais estratégica. Segundo Nogami, este movimento reflete o embate entre Estados Unidos e China, e o governo chinês busca, com essa ação, incentivar bancos centrais de outras nações a adotarem medidas semelhantes, intensificando a disputa dentro do sistema financeiro internacional.


O impacto dessa movimentação chinesa foi imediato e perceptível nas cotações. No mercado brasileiro, o dólar fechou a R$ 5,18, marcando sua menor cotação desde maio de 2024. Nos últimos 12 meses, a desvalorização da moeda americana em relação ao real ultrapassa os 10%. Globalmente, o dólar também perdeu valor frente a outras moedas importantes, como o euro, a libra e o peso mexicano, evidenciando uma tendência de enfraquecimento generalizado.

Economistas classificam este cenário como um movimento de “aversão ao risco”, no qual investidores buscam oportunidades de alocação de capital fora dos Estados Unidos. Esse redirecionamento é impulsionado pelo ambiente político e econômico no país. Como consequência, mercados emergentes têm se beneficiado desse fluxo de capital. A Bolsa de São Paulo, por exemplo, registrou alta de 1,8% nesta segunda-feira, 9 de fevereiro, e encerrou o pregão em um novo patamar recorde, ultrapassando os 186 mil pontos.

A economista-chefe do Ouribank, Cristiana Quartarolli, reforça que essa tendência global de perda de força do dólar é uma “realocação que os investidores estão buscando, relacionada ao governo americano por conta da política dos Estados Unidos e das falas do Trump e das medidas que ele toma.” Essa análise sugere que as políticas e declarações da administração norte-americana são um fator decisivo para a mudança no comportamento dos investidores, impulsionando a busca por alternativas de investimento em outros países e contribuindo para a desvalorização global da moeda.

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