Perfis de ‘achadinhos’ movimentam milhões no varejo digital
Estratégia de vendas em redes sociais gera renda de R$ 100 mil
Vanity Brasil|Do R7

Esqueça a necessidade de dancinhas ou a superexposição da vida pessoal. Uma nova pesquisa realizada pelo The Brazil aponta que uma onda de empreendedores está fazendo fortuna no Instagram e TikTok com algo muito mais simples: os famosos “achadinhos”. Segundo o levantamento, pessoas comuns estão faturando até R$ 100 mil por mês apenas garimpando e recomendando produtos de gigantes como Shopee, Magalu e Amazon.
A grande sacada desse modelo de negócio é a eliminação das barreiras tradicionais do comércio. Não é necessário alugar ponto físico, investir em estoque ou lidar com a logística de entrega. O foco é puramente a curadoria e a divulgação inteligente.
A estratégia por trás do lucro
Diferente dos influenciadores tradicionais, os donos dessas páginas não precisam vender sua imagem pessoal. A estrela é o produto. A tática consiste em criar vídeos virais rápidos, mostrando utilidades domésticas curiosas ou promoções imperdíveis, e direcionar o público para links de afiliados. Cada compra gera uma porcentagem para o administrador da página.
Especialistas em marketing digital apontam que o sucesso vem da consistência e da escolha de nichos. Há quem fature alto focando apenas em produtos infantis, itens de cozinha ou gadgets tecnológicos. O modelo permite escalar: uma única pessoa pode administrar várias páginas de nichos diferentes, multiplicando as fontes de renda.
Profissionalização do setor
O que começou como renda extra virou empresa séria. Muitos desses empreendedores já montaram equipes para gerenciar grupos de ofertas no WhatsApp e Telegram, onde a taxa de conversão costuma ser ainda maior. A chave, segundo analistas do mercado, é não depender da sorte. É preciso estudar o algoritmo, entender o que retém a atenção do usuário nos primeiros segundos do vídeo e, principalmente, passar credibilidade na indicação do produto.
Para quem deseja entrar no ramo, o cenário é promissor, mas exige dedicação. As plataformas de e-commerce seguem investindo pesado em programas de afiliados, facilitando a entrada de novos parceiros que desejam empreender apenas com um celular na mão e uma boa conexão de internet.














