Reforma do IR impacta médicos PJ e pede revisão de estratégias fiscais para 2026
Mudanças exigem planejamento de médicos e clínicas.
Vanity Brasil|Do R7

Com o ano de 2026 em curso, a reforma do Imposto de Renda já é uma realidade oficial e impõe um novo desafio financeiro para quem empreende na saúde. A medida, que agora está em plena vigência, trouxe um alívio para quem ganha até R$ 5 mil, mas apertou o cerco contra consultórios e clínicas: a taxação de lucros e dividendos para rendimentos anuais acima de R$ 600 mil começou a valer.
O mercado médico, fortemente marcado pela “pejotização”, sente o impacto imediato. Profissionais que atuam via Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para fugir da CLT agora enfrentam uma matemática diferente. A distribuição de dividendos, antes um refúgio de isenção, passa a ter mordida do Leão.
Pelas regras atuais, quando o médico recebe como pessoa física, a taxação é de até 10% sobre o que exceder R$ 50 mil mensais. O cenário exige que a gestão financeira deixe de ser automática e passe a ser estratégica agora mesmo.
O consultor jurídico Lucas Augusto Les, da Mitfokus — contabilidade especializada na área médica —, alerta que não há mais tempo a perder. Segundo ele, as estratégias contábeis e fiscais precisam ser revistas “o quanto antes” para evitar prejuízos ao longo deste ano.
O fim da estratégia antiga
”A reforma equilibrou a balança com menos peso na base e mais contribuição no topo. Mas quem empreende precisa revisar sua estratégia tributária agora. O que funcionava até o ano passado pode não funcionar mais”, analisa Lucas Augusto Les.
Para o especialista, o momento atual exige inteligência de mercado. “Não se trata apenas de pagar menos imposto, mas de usar o planejamento tributário como ferramenta para gerar margem e eficiência”, explica. Ele reforça que contar com uma contabilidade generalista neste novo cenário pode ser um risco para o patrimônio do médico.
Plano de ação imediato
Com a lei rodando, Lucas Augusto Les indica os passos urgentes para quem tem CNPJ na saúde:
A taxação de 10% retida na fonte já se aplica aos pagamentos a pessoas físicas e remessas ao exterior aprovados a partir de agora. A recomendação é clara: o planejamento tributário para 2026 não é uma opção, é uma necessidade de sobrevivência financeira.















