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Aeroportos do País operam normalmente apesar de greve, diz Infraero

Sindicato convocou paralisação em 63 terminais para esta quarta-feira

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Sindicalistas agendaram assembleias em diversos aeroportos
Sindicalistas agendaram assembleias em diversos aeroportos

Os aeroportos brasileiros administrados pela Infraero operavam normalmente no início da manhã desta quarta-feira (31) e não registravam impactos da greve dos aeroportuários que teve início à meia-noite, segundo informou a empresa, por meio de sua assessoria de imprensa.

A greve foi aprovada no dia 18 de julho pelo Sina (Sindicato Nacional dos Aeroportuários), que reivindica, entre outros pontos, aumento salarial real de 9,5% e melhorias em benefícios como o auxílio-creche. Aeroportuários de 63 terminais administrados pela Infraero confirmaram a convocação.


Dados disponíveis no site da administradora, atualizados às 8h, indicavam que de 493 voos nacionais programados apenas 5,1% (25 voos) haviam sido cancelados e 5,5% (27 voos) estavam atrasados.

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Em conversa com o R7, Samuel Santos, diretor do Sina, disse estar satsfeito com a adesão dos aeroportuários. Para ele, a Infraero tem interesse em dizer que a greve não está causando impacto no tráfego aéreo porque é responsável pelo movimento.

— A adesão está quase unânime. Estamos recebendo notícias de que aeroportos de todo o País estão aderindo [...] A Infraero é resposável pela greve, porque deu 23% de aumento para a diretoria e só 6% para os trabalhadores. Ela está pagando para ver e nós vamos mostrar a eles.


A Infraero elaborou um plano de contingência para a greve dos aeroportuários, que inclui o remanejamento de empregados para reforçar as equipes nos horários de maior movimento de passageiros e aeronaves.

Os sindicalistas agendaram uma série de assembleias em diversos aeroportos do País nesta quarta-feira, a partir das 14h, para deliberar sobre a continuidade da paralisação.


"A contraproposta apresentada pela empresa está muito longe de atender as expectativas da categoria aeroportuária", disse o Sina em seu site.

"Das 106 cláusulas encaminhadas pelos aeroportuários, aprovadas em assembleias pelo Brasil, a empresa mais uma vez demonstrou total desrespeito, desprestígio e indiferença às necessidades dos aeroportuários", acrescentou o sindicato.

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