Alckmin avalia que é cedo para País realizar plebiscito sobre reforma política
Para o governador de São Paulo, a discussão precisa "amadurecer um pouco mais"
Brasil|Ana Ignacio, do R7

Geraldo Alckmin, governador do Estado de São Paulo, declarou na manhã desta quarta-feira (3) que antes da realização de plebiscito para reforma política é preciso “avaliar bem”. Segundo Alckmin, uma reforma política deveria ter sido realizada no primeiro ano do atual governo.
— As coisas estão em uma correria enorme e confusas. Eu vejo que fazer só um plebiscito tem um custo muito grande. Mas, independente de ser agora ou ser depois, é preciso amadurecer um pouco mais o conjunto da questão, porque vai perguntar o que? E como a população responde se não sabe? A outra questão é que é preciso entender melhor esse novo Brasil que nasceu das ruas.
O governador falou sobre a reforma política na manhã desta quarta-feira durante anúncio da criação de novos cargos na Polícia Científica de São Paulo. Alckmin acrescentou, ainda, que o custo de um plebiscito seria de R$ 400 a R$ 500 milhões e que “quatro ou cinco perguntas” não trariam a solução.
— A questão do plebiscito é complexa. Muitas perguntas são difíceis de serem respondidas por que pressupõe outras questões que não estão claras e nem colocadas. Me preocupa porque a forma como está sendo colocada parece que quatro ou cinco perguntas vão resolver tudo.
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Alckmin disse ser contra a proposta de Assembleia Constituinte, mas declarou que a reforma é importante e que só irá sair do papel se houver empenho do Executivo junto ao Legislativo.
— Reforma política é sim importante, mas esse açodamento na questão, uma hora é Constituinte, uma hora é plebiscito... É preciso avaliar bem. Não é só uma questão eleitoral. São questões de vida das pessoas. Há uma questão de política que tem que ser enfrentada, mas é a vida das pessoas, uma questão saúde, de mobilidade urbana, impunidade, preocupação ao dia de amanha. Um conjunto de questões mais profundas.















